A ilha

Culpa, redenção e tudo o mais. Mas sobretudo uma fotografia soberba. Vale a pena espreitar. Numa Amazon perto de si.

Sobre Pedro Norton

Já vos confessei em tempos que tive a mais feliz de todas as infâncias. E se me disserem que isso não tem nada a ver com tristeza eu digo-vos que estão muito, mas muito, enganados. Sou forrado a nostalgia. Com umas camadas de mau feitio e uma queda para a neurose, concedo. Gosto de mortos, de saudades, de músicas que nunca foram gravadas, de livros desaparecidos e de filmes que poderiam ter sido. E de um bom silêncio de pai para filho. Não me chamem é simpático. Afino.
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12 respostas a A ilha

  1. Diogo Leote diz:

    Eu à espera de ver a Scarlett Johansson, do filme homónimo americano, e saem-me uns russos tristonhos a tentarem-me com despesas na Amazon…

  2. Leonor Mello diz:

    Caro Pedro Norton
    Sofro do mesmo mal……não encontrei ainda nenhuma explicação satisfatoria mas esforço-me muito….é karma dirão uns, é um estado de espirito dirão outros, faz parte do ADN da minha pessoa, digo eu! Nada a reclamar, portanto! Mas chamarem-me simpatica, nunca!!!!

  3. O Eco de Umberto diz:

    Será a ilha de Morel muito mais a norte?

  4. manuel s. fonseca diz:

    Para se chegar lá tem de se ir a nado? O filme não desagua mesmo cá?

  5. Alexandre de Castro Nunes diz:

    Caro Pedro,

    Esta deve ser mais uma obra prima deste génio Russo. Vi, com atenção e calma, serenidade e paciência, um dos seus outros filmes, Taxi Blues que recomendo.

    Em relação à nostalgia que a boa infância nos traz…são apenas os felizes que a sentem, mesmo que este seja um sentimento de saudade, mas a “boa” saudade é sinónimo que crescemos e que aproveitámos o que a vida nos ofereceu.

    Gosto, especialmente, do silêncio de Pai para Filho, pois sei o que é, reconheço-o em relação ao meu filho que tantas vezes nos basta olharmos um para o outro e logo sabemos o que é que estamos a pensar ou o que íamos dizer. Situação que, habitualmente, resulta num sorriso cúmplice que soltamos um ao outro! Esta relação é especial e única, singular!

    Como tu, também gosto de muitas coisas que poderiam ter sido, é tão bom descobrir o que não foi, mas perceber o que poderia ter sido…é fantástico sermos justos e permitirmos que a invasão do trendy, da moda e do correcto não destrua ideias, pensamentos, visões e coragem de tantos que, por si, enfrentam as adversidades e se soltam ao partilhar o que lhes vai na alma e e nos mostran como olham para o mundo!

    Um grande abraço

  6. Pedro Norton diz:

    grande abraço. e vou ver se desencanto o taxi blues!

  7. Bernardo Vaz Pinto diz:

    Então não se arranja uma “premiere” para os amigos? Parece ser brutal…Amazon que te quero mesmo…

  8. teresa conceição diz:

    Bela fotografia mesmo. Até dá uma fúria de inveja.

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