… a seguir leva-se ao forno

Estava mesmo para ir ver o pôr do sol, mas fui antes comprar a “Le Point” que é uma revista que quando a comecei a comprar me fazia muito jeito porque estava à minha direita e agora já a compro à minha esquerda. O pior é quando não há. Acabei no super a meter no carrinho um frasco de tempero para frango assado (um com jindungo e whisky de que gosto muito) e um número especial com os textos fundamentais dos grandes místicos, de Catarina de Siena ao Padre Pio da Pietralcina (em parte, confesso, fui inspirado pelas considerações da nossa querida Eugénia abaixo).

Estou num tal arrebatamento que gastei o frasco de jindungo com a beatitude da Juliana de Norwich e uma embalagem de coentros com os sufistas islâmicos que sempre andaram fundidos com Alá. Está tudo a temperar e agora, copo de vinho na mão os amoroso islâmicos que me desculpem, vou pôr-me ao forno.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
Esta entrada foi publicada em Escrita automática. ligação permanente.

9 respostas a … a seguir leva-se ao forno

  1. Aníbal J. Russo diz:

    Só os coentros é que . . .

  2. Rita V diz:

    como era?
    adivinhe quem vem jantar?

  3. Esses arrebatamentos místicos com picante em seu leito de coentros antes do forno … olhe, Manuel Fonseca, nem sei que lhe diga ao lê-lo assim tão gourmet, de copo de vinho numa mão e Juliana de Norwich na outra:)

  4. Manuel S. Fonseca diz:

    Pois é, nunca sei quem é quem…

  5. António Eça de Queiroz diz:

    Com semelhante fundo é óbvio que os sufistas só podiam estar fundidos…,
    Sabes que eu faço o meu próprio jindungo (sob o olhar protector do Santo António e do S. Benedito, é claro!)

  6. manuel s. fonseca diz:

    Homem que se preze faz sempre o seu jindungo, António.|

Os comentários estão fechados.