Cesária Évora

tempo y silencio

Pode até dizer-se que pessoas como ela não morrem. Mas morre-se. Ou viaja-se: para a cidade das noites ventosas. A cidade onde já não se movem os ponteiros do relógio, “a chamber deaf to noise, and blind to light.”

De Cesária Évora, que hoje morreu, é esta a canção de que mais gosto: “tempo y silencio” que ela cantou um dia, e não voltará a cantar, com Pedro Guerra.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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10 respostas a Cesária Évora

  1. Rita V diz:

    R.I.P

  2. António Eça de Queiroz diz:

    Tem morna, tem coladera…
    Muito bonito, este ‘tempo y silencio’. Sempre gostei muito, acho que de tudo (com Tito Paris, também muito bom)

    • Manuel S. Fonseca diz:

      Também António. E há uma coisa que se chama Crepuscular Solidão (em dueto com a Bonnie Rait) que se me deixa preso do alto de um prédio.

  3. Luciana diz:

    Morre-se. Mas, às vezes, é doce, como ela cantou. Era uma voz que aquecia. Faz falta.

  4. Pedro Norton diz:

    qual não volta a cantar! pois se ainda agora a ouço!

  5. Ana Rita Seabra diz:

    Morre-se é verdade!
    Mas posso ouvi-la até morrer…
    Gostei muito da música.

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