A loja

A atenção com que ouço as notícias. Ouço tudo, leio tudo, devoro a notícia. Reflicto sobre a notícia, às vezes até debaixo da notícia. E depois vêm-me velhos episódios à cabeça. As coisas que já ouvi! O passado é uma lagarta que se esconde, secretíssima, na maçã da notícia.

“… uma loja, é ela a grã-mestre” exclamou uma amiga. A outra admirou-se: “ah, pensei que eram um exclusivo masculino, não sabia que havia lojas de mulheres”. E a distraída bicha, danada por sedas e brocados: “ Meninas, de que loja é que estão a falar, o que é que lá se vende?”

“Aventais!” ri-se a primeira amiga. “E chapéus de bico,” refina a outra.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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6 respostas a A loja

  1. Rita V diz:

    😛

  2. Manuel S. Fonseca diz:

    Rita, não se ria que é tudo verdade!
    O quê, ainda se ri mais?

  3. António Eça de Queiroz diz:

    Chapéu-de-bico?!…
    Com essa propaganda os pobres dos maçons ainda vão ter uma surpresa…

    • manuel s. fonseca diz:

      Propaganda é o que não lhes tem faltado nestes últimos dias. Espero é que as vendas lhes estejam a correr bem. Para ser ve o PIB sobe.

  4. manuel s. fonseca diz:

    Ó, ó, só de avental na cozinha quem é que não fica bem!

  5. Manuel S. Fonseca diz:

    As coisas que She sabe. Eu de lojas nada sei.

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