A tempestade

 

Parece-me que já tinha dito isto: as cantoras de ópera estão cada vez mais bonitas. Danielle de Niese junta à beleza um estilo invulgar: mexe-se, dança, cativa, insinua-se, flirta com a câmara, procura-nos com os olhos e com malícia. É boa. Aqui, é uma tempestade.

Da tempeste il legno infranto
Se poi salvo giunge in porto non sa più che desiar.
Così il cor tra pene e pianto, or che trova il suo conforto, torna l’anima a bear.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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6 respostas a A tempestade

  1. manuel s. fonseca diz:

    Estimada Cleopatra, sábias palavras as suas: a que bom porto é que, nestes tempos de tormenta, acolheu a sua real barca?

  2. Rita V diz:

    beleza e talento
    sempre explosivo

  3. Pedro Norton diz:

    Manuel, como diz o outro:

    Libiamo, libiamo ne’lieti calici
    che la bellezza infiora.
    E la fuggevol, fuggevol ora s’inebrii
    a voluttà
    Libiam ne’dolci fremiti
    che suscita l’amore,
    poiché quell’ochio al core onnipotente va.
    Libiamo, amore, amor fra i calici
    più caldi baci avrà

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