Elisa…

 

Ontem à noite fui surpreendido, belamente surpreendido.
O meu amigo facebookiano Tiago Cação fez deslizar para a minha caixa de mensagens um link acompanhado de breve incentivo à sua visualização.
Bem!, gostei tanto que lhe expus logo ali o meu entusiasmo. E o Tiago, naturalmente tão entusiasmado como eu, pediu-me que o ajudasse a divulgar esta absolutamente nova voz do jazz em Portugal.
O cover não pode ser mais despido de arranjos e salamaleques. Foi feito numa casa de instrumentos musicais e captado num registo quase artesanal – mas o resultado é magnífico.
Elisa Rodrigues é acompanhada aqui pelo pianista Júlio Resende e dá-nos uma pequena amostra do que é capaz, com uma voz que molda e adapta temas conhecidos, tornando-os em interpretações pessoalíssimas.
Não, não é absolutamente desconhecida. O seu concerto de lançamento teve lugar no Museu do Oriente em 22 de Dezembro último, e mostrou a quem quis (ou sabia disso) o seu primeiro CD de título Hearth Mouth Dialogues – uma espécie de mix de estilos tão diferentes como o são Cry me a river, Dumb ou Roxane.
A Antena 2 e Smooth Jazz fm apoiaram.
Ainda bem.
Deixo-vos com os temas You don’t know e Ain’t no sunshine.
Sei que vão gostar, provavelmente muito – como eu.

Sobre António Eça de Queiroz

Estou em crer que comecei a pensar tarde, lá para os 14 anos, quando levei um tiro exactamente entre os olhos. Sei que iniciei a minha emancipação total já aos 16, depois de ter sido expulso de um colégio Beneditino sob a acusação – correcta – de ser o instigador dum concurso de traques ocorrido no salão de estudo. E assim cheguei à idade adulta, com uma guerra civil no lombo e a certeza de que para um homem se perder não é absolutamente necessário andar encontrado. Tenho um horror visceral às pessoas ditas importantes e uma pena infinita das que se dizem muito sérias. Reajo mal a conselhos – embora ceda a alguns –, tenho o vício dos profetas e sou grande apreciador de lampreia à bordalesa e de boa ficção científica.
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9 respostas a Elisa…

  1. Diogo Leote diz:

    António, a Elisa também não me era de todo desconhecida. O nosso Manuel já tinha sonhado com ela e fez-nos o favor de vir aqui partilhar o sonho. A rapariga vai longe.

    • António Eça de Queiroz diz:

      Oh diachos! Repeti?!…
      Bem, pelo menos repeti algo bom, mas é imperdoável a minha falta de atenção…
      Sorry, Manuel…

  2. manuel s. fonseca diz:

    Ando eu a esforçar-me para dar novos mundos ao mundo e vens tu depois, à holandesa,a ocupar-me os brasis, António. Vou já chamar o Salvador Correia…
    Ela canta bem que se farta, essa é que é essa.

    • António Eça de Queiroz diz:

      E eu chamo a Jinga para ajudar os batávios, olha-olha… (a crise desmemriou-me, Manel, eu até pus um comentário extasiado e tudo, vê lá ltu!)
      Pois canta!

  3. António Eça de Queiroz diz:

    É mesmo, Eugénia, foi o chamado lápis freudiano…

  4. Bernardo Vaz Pinto diz:

    António boa repetição da boa revelação do Manuel… muito bom…

  5. Pedro Bidarra diz:

    Que bonito, que sexy, que afinado e bem tocado

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