Indochina, mon amour I

São “sobrancelhas que dançam”. São “fios de prata, velhos de mil anos”. O homem é muitos homens, o velho de Hanói é a vida que lhe queiramos emprestar. Sei tanto como vocês. Podemos inventar-lhe mil passados e talvez seja só isso que os seus olhos de menino triste sussurram baixinho.

Sobre Pedro Norton

Já vos confessei em tempos que tive a mais feliz de todas as infâncias. E se me disserem que isso não tem nada a ver com tristeza eu digo-vos que estão muito, mas muito, enganados. Sou forrado a nostalgia. Com umas camadas de mau feitio e uma queda para a neurose, concedo. Gosto de mortos, de saudades, de músicas que nunca foram gravadas, de livros desaparecidos e de filmes que poderiam ter sido. E de um bom silêncio de pai para filho. Não me chamem é simpático. Afino.
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14 respostas a Indochina, mon amour I

  1. Rita V diz:

    Welcome back & How!
    WoW

  2. Bernardo Vaz Pinto diz:

    Haja serenidade como a deste olhar, profundo sobre umas sobrancelhas que dançam…welcome back my friend to the show that never ends…Belíssima fotografia.

  3. Manuel S. Fonseca diz:

    Estão ali, naqueles olhos, nos fios de prata que tombam do rosto, mais de mil anos.
    Tenho pena de não saber mais – quando, quem era? Ou seja, as provas da sua terrível culpa, Doktor Norton.

  4. Pedro Norton diz:

    Herr Fonseka,
    A identidade deste velho de Hanoi é a que cada um de nós quiser. A culpa tem de ser colectiva.

  5. Ana Rita Seabra diz:

    Uau Uau!
    Espectáculo!
    Já fazias cá falta

  6. António Eça de Queiroz diz:

    Que personagem!
    Bela foto, Pedro, &… wellcome to the machine!

  7. Carla L. diz:

    Que perfeição de vermelhos, PN. Gostei de toda ela, do olhar distante ao vaso desfocado.

    • Pedro Norton diz:

      Carla, sabe como é, o vermelho é mesmo a minha especialidade. Eu sei que o António não vai acreditar mas eu ouvi um taxista em Hué a cantar: SLB, SLB, Glorioso SLB!

  8. Pedro Norton diz:

    e a minina gosta mais de inventar passados ou futuros?

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