Indochina, mon amour II

Se o frenesim pudesse fixar-se, se o bulício pudesse repousar, se o som pudesse fazer-se silêncio de que matéria se faria o tempo? Gosto de fixar momentos assim. Que são muitos e são só um.

Sobre Pedro Norton

Já vos confessei em tempos que tive a mais feliz de todas as infâncias. E se me disserem que isso não tem nada a ver com tristeza eu digo-vos que estão muito, mas muito, enganados. Sou forrado a nostalgia. Com umas camadas de mau feitio e uma queda para a neurose, concedo. Gosto de mortos, de saudades, de músicas que nunca foram gravadas, de livros desaparecidos e de filmes que poderiam ter sido. E de um bom silêncio de pai para filho. Não me chamem é simpático. Afino.
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8 respostas a Indochina, mon amour II

  1. Manuel S. Fonseca diz:

    Ou de como a teoria da relatividade se aplica à fotografia: o movimento da Indochina no tempo tem uma veloz e estranha luz.

    • Pedro Norton diz:

      Tudo era veloz, de facto. É um paradoxo mas um dos exercícios fotográficos que mais gosto é este. O de fixar a velocidade. Pará-la para a tornar ainda mais rápida.

  2. ouvi sons
    música
    e passos

    • Pedro Norton diz:

      e não lhe cheira a nada, Rita? Neste pequeno mercado no extremo Norte do Vietname, junto à fronteira com a China e ao Rio Vermelho, o cheiro era quase tão intenso como os sons~e as cores.

  3. Ana Rita Seabra diz:

    Lindas!
    Lindas cores, movimentos, sobreposições

  4. Pedro Norton diz:

    talvez a minha retina já não seja o que era. Mas a verdade é que gosto destes trompe l’oeil.

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