Museu imaginário do cinema (Cronenberg antes de The Fly)

Raro fotograma de uma das várias experiências que David Cronenberg efectuou (e filmou!) com a máquina de teletransporte utilizada anos mais tarde no tremendo êxito The Fly.
Nesta primeira tentativa foram utilizados uma moto e dois motociclistas, e, como se pode verificar pelo testemunho, algo correu particularmente mal.
Este desastre serviria no entanto de inspiração para o cocktail que o estranho cineasta canadiano haveria de preparar com a ajuda de Jeff Goldblum e de um exemplar de musca domestica, num remake da não tão bem sucedida obra homónima de Kurt Neumann, de que foi protagonista o sempre excelente e bem disposto Vincent Price.

Sobre António Eça de Queiroz

Estou em crer que comecei a pensar tarde, lá para os 14 anos, quando levei um tiro exactamente entre os olhos. Sei que iniciei a minha emancipação total já aos 16, depois de ter sido expulso de um colégio Beneditino sob a acusação – correcta – de ser o instigador dum concurso de traques ocorrido no salão de estudo. E assim cheguei à idade adulta, com uma guerra civil no lombo e a certeza de que para um homem se perder não é absolutamente necessário andar encontrado. Tenho um horror visceral às pessoas ditas importantes e uma pena infinita das que se dizem muito sérias. Reajo mal a conselhos – embora ceda a alguns –, tenho o vício dos profetas e sou grande apreciador de lampreia à bordalesa e de boa ficção científica.
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10 respostas a Museu imaginário do cinema (Cronenberg antes de The Fly)

  1. é o António ao volante?
    😀

  2. António Eça de Queiroz diz:

    EU???!!!!
    Nunca trabalhei com o Cronenberg…

    • manuel s. fonseca diz:

      És tu, sim senhor, mas não ao volante. Quem se vai atirar ao ar com o desplante é o Pedro Marta Santos, nosso cronenberguiano de serviço.

  3. António Eça de Queiroz diz:

    Vá lá, algum apoio moral…
    Obrigado Eugénia!

  4. Pedro Marta Santos diz:

    António, não sabias que é o Cronenberg que tem planeado, escrito e filmado os últimos 15 anos da história da humanidade? Ou não parece tudo um sonho cornenberguiano? (está quase a sair-me um dvd da barriga, como a VHS do James Woods).

  5. Pedro Marta Santos diz:

    O Corneille não é para aqui chamado. Cronenberguiano, dizia eu.

  6. António Eça de Queiroz diz:

    Ahahahahaha!! O Corneille!|…
    Completamente de acordo, Pedro, diria mesmo que em alguns casos até peca por defeito.
    Agora a sério, gosto muito deste filme (o Crash também é de deixar um gajo a bufar), mas quando vi este triciclo GT com dois bifes lá dentro em posições esotéricas lembrei-me logo dele…
    No fundo é uma homenagem…

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