Não há músicas «pimba»

 

Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem. Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton. Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque... escrever é triste.
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16 respostas a Não há músicas «pimba»

  1. T. diz:

    Ó Rita, lá musicas Pimba pode não haver mas letras pimba lá que há há. Esta letra é pimbissima.

    • G.Rocha diz:

      Concordo consigo, mas repare ha letras bem piores que esta cantadas em inglês, que chegam a numero um dos tops… as nossas não chegam só pelo facto de haver preconceito tanto com os autores, como com os interpretes…. e eu nunca entendi muito bem, deve ser da idade :), porque raio os nossos autores não falam de Amor em Português, tirando algumas boas excepções (Rui Veloso, Paulo Gonzo, Santos e Pecadores, Luis Represas,…). Ainda assim gostava de ouvir o Porto Sentido, cantado de forma “pimba” será que iriamos ouvir???!?!?? talvez não, porque o preconceito não nos permitiria 🙂

      • T. diz:

        Também concordo consigo, claro que há letras muito piores em qualquer língua , mas também há muito melhores. E sim claro que há preconceito e ,permita-me, nestes casos ainda bem! Eu cá ficaria roxa de vergonha se algumas das letras pimba portuguesas ficassem nos top,pelo menos essa audiência é mais selectiva.Já viu que bom seria para todos se houvesse preconceitos em relação a alguns programas de televisão ?

  2. eh eh eh
    fiquei sem coragem
    acabou-se
    nem calista, nem pimba
    tic-tac-tic-tac
    bom trabalho
    tic-tac-tic-tac

  3. Ana Rita Seabra diz:

    Com a Luisa Sobral a cantar não é pimba com certeza.
    Boa!

  4. Rita V diz:

    ‘la petit difference qui fait la grande difference’
    ou será o contrário?
    🙂

  5. Isabel Teixeira da Silva diz:

    De facto ….ha musicas……simplesmente :):)!!

  6. Fausto L. C diz:

    Olá Rita,

    A vozinha desta menina chateia-me de morte. Eu sou dos que prefere um bom pimba emocionalmente interpretado. Este clássico é dos tempos Romanas e tem de ser preservado como tal. Misturar estilo pimba com cantora queque (é assim que se escreve?) desculpe mas não dá. Nunca deu. Já viu o que seria Quim Barreiros cantar o “Porto Sentido” do Rui V. e Carlos Tê? Será que os fãs o desculpavam? Pois a césar o que é de césar, neste caso a Romana o que é de Romana.

    Um excelente fim de semana para si.

    Fausto

    • Caro Fausto, obrigada por comentar. Já me ri com o seu ‘bom pimba emo­ci­o­nal­mente inter­pre­tado’. Porque não?
      Dê-me um bom exemplo que eu estou sempre disponível para trocar impressões.
      Não sei como ficaria a troca que propõe, Quim Barreiros/Rui V, se calhar tínhamos uma surpresa. Os fãs são ás vezes a prisão do artista. Um artista/autor pode para agradar aos fãs caminhar ao lado de uma grande carreira.
      Um bom fim de semana para si também.

      • G.Rocha diz:

        Concordo consigo Rita, de facto os fãs podem se tornar uma prisão para o artista….”castra-o” não o deixando evoluir, e experimentar outras “zonas” musicais…. mas isso deve-se muito sobretudo aos rótulos que se dáo aos artistas, eu não imagino o Rui Veloso a cantar musica céltica , por exemplo, mas isso não significa que ele não conseguisse…. resta saber é se não é mais confortável para o artista TER fãs, e acomodar-se à dita “prisão”.
        Eu por mim, gosto de artistas que arriscam “tudo”, experienciando todos os caminhos musicais, temos o caso do Fernando Girão, que já cantou em blues, jazz, rock, agora anda na fase worldmusic. Gosto deste artista porque não tem medo, arrisca, ele evolui, porque aprende, mistura géneros, gosto disso 🙂 .

        • Fausto L. C diz:

          Caro G. Rocha e Cara Rita,

          Eu também não imagino o Rui Veloso a cantar musica celta, especialmente se estivermos a falar do indigesto e semi-patético “lords of the dance” pois não só não é o seu estilo como correria sério risco de ser literalmente castrado pela acção maléfica que um par de collants apertados podem fazer a um homem aos saltinhos.

          À parte deste momento de patetice, claro que concordo com o acima exposto embora não goste de grandes misturadas de géneros radicalmente diferentes.

          Fausto

          • G.Rocha diz:

            Bebo as minhas lágrimas de tanto rir com a imagem do Rui Veloso nuns collants apertados lololololol 🙂 😀 😛
            Mas mantenho a minha opinião é ESSENCIAL que os artistas inovem e não se mantenham sempre no mesmo género musical, é importante variar para “manterem” os tais fans que os “aprisionam”. Eu não me considero fã de artista nenhum, apenas uma “apreciadora” de boa música, mas à medida que a idade avança (:))…. confesso que tenho cada vez menos paciência para “mais do mesmo” :), se é que me faço entender 😀

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