Adolescências

Escaldavam, os Verões de Luanda. Obrigavam-nos a ter aulas em Janeiro para estarmos certos com o ano escolar da Metrópole. Era impróprio. Aquilo era uma febre que subia, como “montaba en el Pao” a de Buñuel. Como é que se podia enterrar o rabo nas carteiras de madeira quando se estava mesmo a sentir que havia pulos debaixo das saias das miúdas ao lado?

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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3 respostas a Adolescências

  1. manuel s. fonseca diz:

    Que é que quer mademoiselle, um homem é as suas circunstâncias e mais nada. Só dou conta das coisas que se passam e o que das famílias vem às famílias volta, descanse…

    ps – olhe que Janeiro em Luanda é mesmo um sufoco.

  2. António Eça de Queiroz diz:

    E em Malanje nem se fala…

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