Ana Vidigal retrata a Escrever

Foi a Rita que lan­çou o desa­fio. Propôs que o nosso ban­ner lá em cima, o estan­darte que nos iden­ti­fica, fosse mudado por artis­tas de quem gos­ta­mos muito. Que vies­sem e nos pin­tas­sem à maneira deles.
Con­vi­dá­mos a Ana Vidi­gal e ela acei­tou. Agora, lá em cima, e durante uma semana, está a forma iró­nica dela nos ver. É o retrato mais sim­ples: o mais ver­da­deiro. A cara de 50 cen­ta­vos da Escre­ver é Triste. Com uma pon­ti­nha de car­vão. Que bonito!

Obri­gada Ana. E por­que eu lhe pedi, a Eugé­nia faz as hon­ras e recebe a nossa pri­meira con­vi­dada no texto que vai apa­re­cer já a seguir.

 

Sobre Escrever é Triste

O nome, tiraram-mo de Drummond. Acompanho com quem ainda mal conheço: três raparigas e oito rapazes. Confio-me neles. Se me disserem, “feche os olhos”, fecharei os olhos. Se me disserem, “despe-te”, dispo-me.
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9 Respostas a Ana Vidigal retrata a Escrever

  1. Ruy Vasconcelos diz:

    que beleza! obri­gado, ana!

  2. manuel s. fonseca diz:

    Uma delí­cia. Era o que fazía­mos aos lápis no liceu… Que cara tão boa que a Escre­ver pas­sou a ter.

  3. Ah, tia deles, mag­ní­fica sur­presa. Já era o que era, este seu Escre­ver é Triste. Agora, de luxo em luxo avança. Gostei.

  4. António Eça de Queiroz diz:

    Via­gem à ado­les­cên­cia, lembro-me, como o Manuel, de abrir o cani­vete e fazer isso aos meus lápis novos.
    Depois era o des­ca­la­bro por­que roía-os sem dó.
    Ficou especial!

  5. Eu é que agra­deço a todos o con­vite. Foi um pra­zer cola­bo­rar no vosso blo­gue, e rece­ber em troca um belis­símo texto!

  6. teresa conceição diz:

    Obri­gada, Ana!!!

    que lindo ves­tido tem a nossa Escre­ver. E muito fashion, negro car­vão. Por­que o lápis já se pôs a ris­car ali atrás, que eu ouço, ali naquela zona que não se vê e onde a titi se veste: um pri­vate pen­cil dress.

  7. Ana Vidal diz:

    Que ideia tão gira, essa de mudar o cabe­ça­lho do blo­gue ao sabor da ima­gi­na­ção dos artis­tas. E o lápis da Ana Vidi­gal tam­bém me evo­cou belas memó­rias de ado­les­cên­cia, em plena afir­ma­ção de per­so­na­li­dade: todos os meus lápis tinham o meu nome, e era assim mesmo que eu o escre­via. Gostei.

  8. Pedro Norton diz:

    Obri­gado Ana! O escre­ver está afi­a­da­mente lindo!

  9. Pedro Marta Santos diz:

    Como tudo o que fazes, Ana, como boa parte da grande arte, este lápis é de uma sim­pli­ci­dade como­vente. Obrigado.

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