Faz hoje 23 anos, percebemos que a cabeça de um Nobel vale menos do que um alfinete. Envergonhando a Academia sueca, Khomeini, esse inaugural ayatollah iraniano, ofereceu 3 milhões de dólares pela cabeça de Salman Rushdie, autor dos Versículos Satânicos. Foi a mais veemente e sentida vénia que alguém fez à literatura neste último quarto de século.
Se gostam de literatura, abram os cordões à bolsa.


Ah, é então é isto aquilo da literatura assentar em dois pilares: o amor e a morte…
Literatura desta defenestra qualquer um. pois claro.
Manuel: tudo é relativo, poderia vir a valorizar a literatura, mas perderiam-se os outros romances, (entre alguns “O Último Suspiro do Mouro” e “Shalimar o Palhaço”) e ficaríamos a perder com a troca, na modesta opinião de um dos admiradores de Rushdie.