Efeméride: o amador e a coisa amada

 

o ama­dor

Faz hoje 23 anos, per­ce­be­mos que a cabeça de um Nobel vale menos do que um alfi­nete. Enver­go­nhando a Aca­de­mia sueca, Kho­meini, esse inau­gu­ral aya­tol­lah ira­ni­ano, ofe­re­ceu 3 milhões de dóla­res pela cabeça de Sal­man Rush­die, autor dos Ver­sí­cu­los Satâ­ni­cos. Foi a mais vee­mente e sen­tida vénia que alguém fez à lite­ra­tura neste último quarto de século.

Se gos­tam de lite­ra­tura, abram os cor­dões à bolsa.

a coisa amada

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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3 Respostas a Efeméride: o amador e a coisa amada

  1. Eugénia de Vasconcellos diz:

    Ah, é então é isto aquilo da lite­ra­tura assen­tar em dois pila­res: o amor e a morte…

  2. Manuel S. Fonseca diz:

    Lite­ra­tura desta defe­nes­tra qual­quer um. pois claro.

  3. Bernardo Vaz Pinto diz:

    Manuel: tudo é rela­tivo, pode­ria vir a valo­ri­zar a lite­ra­tura, mas perderiam-se os outros roman­ces, (entre alguns “O Último Sus­piro do Mouro” e “Sha­li­mar o Palhaço”) e fica­ría­mos a per­der com a troca, na modesta opi­nião de um dos admi­ra­do­res de Rushdie.

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