For a (not so) young mother to be

 

Através da Teresa, ficámos a saber de onde vêm, afinal, os bebés. Mas o problema não residirá, sobretudo, em saber para onde vão?

Com a devida cortesia dos londrinos Veils, fica aqui o conselho: fazê-los crescer, logo a partir dos primeiros dias de vida, entre notas musicais da mais requintada elegância.

Nada que não tenha sido dito já, vezes sem conta, desde a República de Platão. Mas que hoje, muito mais do que nos tempos de Platão, não passa de pura utopia.

Utopia ou não, e agora que o Estado de nada nos vale na matéria, resta-nos acreditar que as young mothers to be façam bom proveito do conselho.

 

Sobre Diogo Leote

Longe vão os tempos em que me divertia a virar costas a senhoras que não gostavam de Woody Allen. Mas os preconceitos de então ficaram-me. O de preferir as vozes sofridas e os gritos de raiva, ou os sons negros e abafados, ao fogo-de-artifício dos refrões fáceis. O de só admitir happy ends em situações excepcionais, quase sempre em histórias de amor em que ninguém apostaria um cêntimo. O de não procurar encontrar explicação para os desígnios insondáveis da sedução ou para tudo o que não é dito, que é quase tudo, na grande arte. E continuo com esta mania de andar atrás da tristeza. Dizem os psicólogos que isso é um privilégio dos que não a têm no seu código genético. Eu não os desminto. A verdade é que, se não embirrasse tanto com a palavra “feliz”, até a usaria para exprimir o prazer que sinto ao escrever sobre almas abandonadas ou corações destroçados. Ainda bem que escrever é triste.
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4 respostas a For a (not so) young mother to be

  1. Bernardo Vaz Pinto diz:

    Diogo gostei do pormenor de “eles” saírem de meia/perna e não de “entre” as ditas…embaladas pela musica.

    • Diogo Leote diz:

      Bernardo, acredita que ainda não tinha reparado nesse detalhe. Talvez porque fazê-los sair de “entre” ia dar à cena um aspecto grosseiro, pouco consentâneo com a elegância da música…

  2. Manuel S. Fonseca diz:

    Até o Platão ficaria aflito a ver os babys a bater as asas. Funny!

  3. Diogo Leote diz:

    Aflito, pois: utopia sim, mas não tanto!

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