Tristes vencidos … ( ou vencedores?)

Fez-me lembrar qualquer coisa.

“(…) Onze sujeitos que há mais de um ano formam um grupo, sem nunca terem partido a cara uns aos outros; sem se dividirem em pequenos grupos de direita e de esquerda; sem terem durante todo este tempo nomeado entre si um presidente e um secretário perpétuo; (…) ; estes homens constituem uma tal maravilha social que certamente para o futuro, na ordem das coisas morais, se falará dos Onze de Braganza, como na ordem das coisas heróicas se fala dos Doze de Inglaterra. Dissemos.”

Eça de Queiroz em resposta a Pinheiro Chagas, que troçou do grupo  ‘Vencidos da Vida’ do qual fazia parte.

ps:
eu só disse que me fez lembrar …
😛

Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem. Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton. Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque... escrever é triste.
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8 respostas a Tristes vencidos … ( ou vencedores?)

  1. Bernardo Vaz Pinto diz:

    Rita , mas olhe que é muito bem lembrado, gosto mais de Tristes Vencidos do que Vencidos da Vida, que o Mestre Eça me desculpe esta afronta…Em ambos os casos claramente vencedores!

    • Bernardo não deixe de ler este texto sobre Columbano e Eça.
      « … o retrato perdido adquiria ainda uma outra dimensão trágica, pois Eça faleceu no Verão de 1900, tendo essa fúnebre notícia causado grande impressão no artista. Fora por influência do Conde de Arnoso que ele conseguira pintar o retrato do escritor. Comovido, dizia que esse «retrato que fiz, embora pouco valha como Arte, foi pintado diante d’elle, (…) portanto, tem ainda pedaços da sua vida, foi sentido do natural. Tem por isso o valor de um documento (…). Desejava eu muito offerecel-o ao meu querido amigo, que é quem mais lhe poderá dar o valor, como uma pobre e triste recordação d’esse seu tão grande amigo, e também recordação de tudo que se passou n’essa epocha, em que elle esteve entre nós».
      in
      http://memoriasimagens.blogspot.com/2008/06/columbano-e-ea-de-queirs.html

      • António Eça de Queiroz diz:

        Muito bom… Ainda tem pedaços agarrados, pois…

      • Bernardo Vaz Pinto diz:

        Rita obrigado pela dica , que não conhecia…estamos sempre a aprender, gosto principalmente por fazer parte da nossa rica história de grandes pintores e escritores.

  2. Manuel S. Fonseca diz:

    Por acaso também me faz lembrar qualquer coisa. Até merece um jantar, não acha, Rita?

  3. António Eça de Queiroz diz:

    Faz mesmo.

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