A minha Rainha Moura

A sua ascendência encontra-se na Guiné-Equatorial e, por razões que não aprofundei, nasceu em 1972 nas Baleares, em Palma de Maiorca, sendo aí criada no seio de uma comunidade cigana.
Sinceramente não tenho paciência para ir agora vasculhar na net um módico de sabedoria sobre…, até porque o que me interessa mesmo é o que eu consigo apreender de Concha Buika apenas com o que ela faz.
Também não me interessa se toda a gente sabe perfeitamente quem ela é, o seu percurso ou outras pastas de vários costumes (vi de raspão que ganhou um Grammy para latinos algures, há pouco tempo).
Sem mais para acrescentar no que se pode saber mas eu não quero, mostro apenas duas manifestações bem distintas desta que elegi no meu coração como a verdadeira e única Rainha Moura à face da Terra.
Porque sim, apetece-me assim.
A primeira imagem é uma produção específica, provavelmente a que assim foi embalada para o dito prémio.
Acho que se pode dizer no mínimo que, como aculturação pura e simples, é um fenómeno muito completo – quase não tocando na magnífica presença física, porque dispensa comentários enfadonhos.

A segunda é outra coisa, embora contenha também a anterior.
E é por estas e outras (como este jodida pero contenta ) que a acho tão africana, tão cigana e tão atraente como eu queria que ela pudesse ser: uma autêntica magic black woman.
Buika é, e eu sinto-me encantado.

Sobre António Eça de Queiroz

Estou em crer que comecei a pensar tarde, lá para os 14 anos, quando levei um tiro exactamente entre os olhos. Sei que iniciei a minha emancipação total já aos 16, depois de ter sido expulso de um colégio Beneditino sob a acusação – correcta – de ser o instigador dum concurso de traques ocorrido no salão de estudo. E assim cheguei à idade adulta, com uma guerra civil no lombo e a certeza de que para um homem se perder não é absolutamente necessário andar encontrado. Tenho um horror visceral às pessoas ditas importantes e uma pena infinita das que se dizem muito sérias. Reajo mal a conselhos – embora ceda a alguns –, tenho o vício dos profetas e sou grande apreciador de lampreia à bordalesa e de boa ficção científica.
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16 respostas a A minha Rainha Moura

  1. Ana Vidal diz:

    É uma mistura maravilhosa, António, dou-lhe toda a razão. Mas é tímida e pequenina, o que ainda é mais engraçado para quem se transfigura assim em palco (já a viu ao vivo? eu já, e é mais uma surpresa). Concha Buika é das cantoras mais originais que conheço.

    • Pedro Bidarra diz:

      Mistura maravilhosa são as palavras certas.

    • António Eça de Queiroz diz:

      Não a vi nunca, Ana,descobri-a no FB há dias, veja lá…
      Ainda estou a assimilar. E sim, apercebi-me que não é nenhuma “viga”, mas tem uma pose excepcional.

  2. Ana Rita Seabra diz:

    Descoberta maravilhosa!
    Não conhecia esta voz sensual.
    Gostei muito
    obrigado

  3. Teresa Conceição diz:

    Que surpresa, António. As voltas que a espécie dá à geografia. Uma black magic gipsy surprise. Vou procurar mais.

  4. António Eça de Queiroz diz:

    Já fiz pública a declaração de amor, lá no FB, e apetece-me continuar…

  5. manuel s. fonseca diz:

    Grande Buika. Sou fã. Vou procurar a minha favorita dela e plantá-la aqui…

  6. Bernardo Vaz Pinto diz:

    Não conhecia António….forte musica e voz que vou ter de conhecer melhor…

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