«Eu Fui Este Caminho»

«Eu Fui este Caminho» é o título de um livro sobre a história de uma mulher que afrontou as mentalidades do seu tempo pela visão inovadora que tinha do mundo e da vida.
Não pensem que é uma história triste … como é que podia ser triste se tem lugar num sítio que se chama Cucujães, no concelho de Oliveira de Azeméis,  topónimo que deriva da voz imitativa do canto do Cuco, passarito que durante o mês de Maio vai fazer ninhos para aquela zona.

Não imagino o que terá sido fundar em 1874, a suas expensas, uma obra de benemerência para as crianças desfavorecidas desta vila, antecipando-se mais de uma dezena de anos ao ensino gratuito do Estado? … É Obra!
Vemos tantas filmes de famílias que não são as nossas e aqui temos, sem desculpa, um bom argumento, para nos orgulharmos desta mulher – Clementina Pinto Leite, a Condessa de Penha Longa.
A história, contada com irreverência e sentido de humor por Rita Olivaes, descobre-se aqui, num livro que abre com o entusiasmo de Marcelo Rebelo de Sousa que nos lembra e bem, que o livro é também «compreender a gesta de uma nação» e acaba por nos deixar a pensar – que mulher!     Cu-co … Cu-co …

Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem.
Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton.
Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque… escrever é triste.

Esta entrada foi publicada em Post livre. ligação permanente.

4 respostas a «Eu Fui Este Caminho»

  1. G. diz:

    Fiquei curiosa…. 🙂

  2. Bernardo Vaz Pinto diz:

    Rita, mais uma prova de que sabemos tão pouco de tanto que importa tanto. que historia extraordinária que nos obriga a questionar o que realmente fazemos para melhorar o mundo à nossa volta. Exemplos destes são ouro numa paisagem de areia….

Os comentários estão fechados.