Meia-noite e um retrato

Nem para apóstolo me chamam

Mas porque é que eu continuo sem saber nada de nada. Só sei o que já aqui disseram: à meia-noite vai mudar o meu retrato.

Mas quem é que me retratou? O Man Ray não foi que já não sou do tempo dele. São uns sonsos, os meus Queridos Tristes. E são 12, tantos como os apóstolos, mas todos judas. Não foi Octávio Paz que disse: “Do mesmo prato comem todos, deuses, homens e animais.” Assim, excluída, isso faz de mim, Escrever, o quê?

Sobre Escrever é Triste

O nome, tiraram-mo de Drummond. Acompanho com um improvável bando de Tristes. Conheço-os bem e a eles me confio. Se me disserem, “feche os olhos”, fecharei os olhos. Se me disserem, “despe-te”, dispo-me.

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3 respostas a Meia-noite e um retrato

  1. Rita V diz:

    « Assim, excluída, isso faz de mim, Escre­ver, o quê?»
    – uma abelhuda(zinha …)

  2. manuel s. fonseca diz:

    Ah, ah, conhecendo o feitio(zinho) da tão Triste Escrever, não lhe queria estar na pele, darling Rita.

  3. Escrever é Triste diz:

    Devia, se abelhinha inha zinha, dar-vos uma picadíssima!

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