Pestinhas à solta

"O assalto", de William Bouguereau, 1898

Vivem numa sala do Museu d’Orsay, em Paris. E até agora não se contabilizaram os estragos feitos.

De onde os terá desencantado Monsieur Bouguereau?

A que malvadezas se terão atrevido? Quem é a vítima? Que crime perfeito escondem os angelicais olhares?

A que caneca de pequeno-almoço adoçam o leite? Que mulher-a-dias terá perdido o emprego por partir o prato dos amorzinhos da sala de jantar?

E quantos Tristes vão queimar pestanas para lhes encontrar um infernal destino?

Sobre Teresa Conceição

Ainda estou a aprender esta terra de hieróglifos. Tenho na mala livros e remoinhos, mapas e cavalos guerreiros, lupas e lápis de cor: lentos decifradores. Sou nativa de Vadiar, terra-a-terra. Escrever? Ainda não descobri onde fica. Mas parto com bússola e farnel (desconfio que levo excesso de bagagem).
Esta entrada foi publicada em Museu das Curtas. ligação permanente.

5 respostas a Pestinhas à solta

  1. Disto e Daquilo diz:

    Vão acabar, sentados, numa sala de aula a dividir os Lusíadas em orações. Querem castigo maior?

  2. teresa conceição diz:

    Já me fez rir, Disto e Daquilo.
    Também não era preciso exagerar.

  3. António Eça de Queiroz diz:

    Isto é um inferno!

  4. Boa!
    Não é o Sr. Bacalhau outra vez?
    🙂

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