Boa Páscoa

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

Let aeroplanes circle moaning overhead
Scribbling on the sky the message He is Dead.
Put crepe bows round the white necks of the public doves,
Let the traffic policemen wear black cotton gloves.

He was my North, my South, my East and West,
My working week and my Sunday rest,
My noon, my midnight, my talk, my song;
I thought that love would last forever: I was wrong.

The stars are not wanted now; put out every one,
Pack up the moon and dismantle the sun,
Pour away the ocean and sweep up the woods;
For nothing now can ever come to any good.

Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem. Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton. Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque... escrever é triste.
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8 respostas a Boa Páscoa

  1. manuel s. fonseca diz:

    É um grande poema. Acho que um dia me entusiasmei e o traduzi.
    Boa Pàscoa.

  2. Julieta Violeta diz:

    Lovely poem. Sounds even better when read out loud…like all lovey poems. Happy Easter !

  3. Bernardo Vaz Pinto diz:

    Belo Auden, com magnífico início : stop all the clocks!!!

  4. Uma Boa Páscoa Rita!

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