Gostava que os meus Tristes soubessem do que mais Tristemente gosto. Gosto de Maria Toledo. Um dia, em Nova Iorque, e espero que o ano de 1963 não me desminta, ela gravou a bonita, mesmo muito bonita, canção a que Tom Jobim e Vinicius chamaram “Insensatez”. Luiz Bonfá, o marido dela, acompanhou-a no violão, o tenor sax que sofre delicado a amar-lhe a voz é de Stan Getz, o próprio Jobim estava ao piano. Era uma noite de Inverno, em Fevereiro, e o calor da sala, espesso, de cheiro a café, parecia Verão.
Infelizmente, o vídeo que encontrei, perturba-me e confunde-me. Sou uma mulher simples e não sei se deixe que o meu coração me vá para os ouvidos beijar a voz de maria e o sax de getz ou o deixe ir, ao meu coração, para os olhos que se lavam nestas imagens de Antonioni. Não peçam a uma mulher que escolha. Escolhas são brincadeiras de homens…
e preparem-se que vou escrever mais vezes

«Insensatez»
que bela escolha deixo aqui a letra
A insensatez
Que você fez
coração mais sem cuidado
Fez chorar de dor
o seu amor um amor
tão delicado
Ah porque você
foi fraco assim
assim tão desalmado
Ah, meu coração
quem nunca amou
não merece ser amado
Vai meu coração
ouve a razão
usa só sinceridade
Quem semeia vento,
diz a razão,
colhe sempre tempestade
Vai meu coração
pede perdão
perdão apaixonado
Vai porque quem não
pede perdão
não é nunca perdoado
Curioso, menina Rita, escritas as palavras parecem-me diferentes das que saem cantadas da boca da Maria Toledo para fora.
pois foi mesmo por isso que as plasmei aqui
Estimada tia, olhe que ouvir pela manhã o nocturníssimo sax do Getz não faz mesmo bem a ninguém. E ainda há-de explicar melhor isso das escolhas.
os homens (genero) sao escolhidos. Provavelmente, por vezes sao orientados numa escolha e viva o velho.
Choice is distraction,
John Parish
Heineken e provavelmente a melhor cerveja do mundo!
Lindo!!!!!
Adoro esta música, cantada pelo João Gilberto, Maria Toledo, Diana Krall, por todos que já cantaram e com a imagem do filme de Antonioni — La notte????
Já ouvi uma meia dúzia de versões oficiais desta maravilhosa canção — e para aí uma dúzia de oficiosas, cantadas aqui e ali em bares — e não conhecia o original. O sax do Stan Getz faz, aqui, toda a diferença.
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