Nem às paredes de Macau confesso

 

The Wall Stories Series*

Há paredes que têm ouvidos.

E há outras paredes que falam. 

"Sabias?" sussurrado a tc em Macau

Ando em Macau a escutar paredes.

São ecrans de novelas radiofónicas.

Indiana MACau em acção

Como a do Salteador da Janela Perdida.

 

E logo a seguir chega o herói das pernas de cano.

Casa...ou panela?

Pinta casas para abrigar os pássaros que lhe pousam nas mãos.

O resto da história? Fica do outro lado do muro: nem as paredes confessam.

 

* copyright do sub-título by: Bernardo Vaz Pinto

 

Sobre Teresa Conceição

Ainda estou a aprender esta terra de hieróglifos. Tenho na mala livros e remoinhos, mapas e cavalos guerreiros, lupas e lápis de cor: lentos decifradores.
Sou nativa de Vadiar, terra-a-terra. Escrever? Ainda não descobri onde fica. Mas parto com bússola e farnel (desconfio que levo excesso de bagagem).

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10 respostas a Nem às paredes de Macau confesso

  1. A Teresa a brincar com as cores
    entre paredes
    Eu no Jardim a brincar com as flores
    entre redes

    • teresa conceição diz:

      Rita,
      São brincadeiras de meninas, tínhamos de ser nós cá em casa. Enquanto a Titi Escrever não refilar com a bagunça…

  2. Encostar à parede adquire outro significado.

  3. manuel s. fonseca diz:

    Há tijolos que merecem uma boa conversa. Muito bem contado, senhorinha TC.

    • teresa conceição diz:

      Obrigada, Master S. F.
      O meu problema é ser um pouco surda. Transformar as cores em sons é uma tradução que demora a apurar.

  4. pedro marta santos diz:

    Parecem gritos coloridos de sobrevivência.

  5. teresa conceição diz:

    Engraçada essa palavra, Pedro. Sobrevivência é a grande questão de Macau e macaenses. Sobrevivência íntima, a da pele das paredes.
    E não a económica, que essa parece ter 7 vidas…e esmagar a outra sem muitas perguntas.

  6. Bernardo vaz Pinto diz:

    “The Wall Stories Series”, by TC, recomenda-se…

    • teresa conceição diz:

      Ena, que título fixe à brava, Bernardo!
      Vou já gamar como se palma um rebuçado… e estampar lá em cima como se faz a um autocolante 🙂

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