Palestinos e israelitas

Foi no Público dominical que li a história de Osama Abu Ayyash, um palestiniano a quem a guerra entre Israel e a Palestina ceifou já o avô, o pai e dois cunhados. Tal como alguns outros, palestinianos e israelistas, Osama decidiu interromper o círculo vicioso de sangue  e vingança. Afinal, foi aqui que um dia, há 21 séculos, um tipo disse que era preciso dar a outra face.

Osama faz hoje parte do The Parent Circle que promove o encontro e a reconciliação entre famílias que, dos dois lados, contabilizam dores, humilhações e perdas de sangue.

 

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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6 respostas a Palestinos e israelitas

  1. Teresa Conceição diz:

    É uma grande história esta, Manel. Dar a outra face é coisa que nem nos filmes. Ou então só naqueles com 2 mil anos.

  2. Pedro Bidarra diz:

    Tenho a vaidade, ou melhor, as peneiras de conseguir imaginar e sentir a vida dos outros. Um convencimento que me ficou da psicologia e que pratico com a escrita… mas isto, viver assim… não imagino a intensidade do terror, do ódio, da cruz

  3. manuel s. fonseca diz:

    Rita, Teresa, Pedro, este não é um post, e muito menos meu. Serve só para trazer o vídeo. É uma experiência de outro mundo: viver com quem nos matou…

  4. Bernardo Vaz Pinto diz:

    Extraordinária lição que me fez pensar nos pequenos ódios e irritações que se tornam em angústia e morte, aqui memso ao lado, aqui mesmo dentro de mim. Por isso a eterna força de dar a outra face…

  5. manuel s. fonseca diz:

    É bem certo, Bernardo, começa tudo, a vingança e o perdão, sempre dentro de nós…

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