Paris-Telheiras*

Escrevi um dia no jornal electrónico Dinheiro Vivo que o João Quadros é o homem mais livre de Portugal. Pelo que escreve, pelo disparate de que é capaz, com toda a liberdade, e por ter-se visto livre da última da grilheta criativa: o bom senso. Mas a verdade é que também domina o bom senso, e com imensa e triste graça. Leiam aqui.

* Título do artigo do João Quadros no Jornal de Negócios

Sobre Pedro Bidarra

As pessoas vêm sempre de algum sítio. Eu vim dos Olivais-Sul, uma experiência arquitecto-sociológica que visava misturar todas as classes sociais para a elevação das mais baixas e que acabou por nos nivelar a todos pelo mais divertido. Venho também da Faculdade de Psicologia da clássica, Universidade Clássica de Lisboa onde li e estudei Psicologia Social e todas as suas mui práticas teorias. Venho do Instituto Gregoriano de Lisboa onde estudei os segredos da mais matemática, e por isso a mais emocional e intangível de todas as artes, a música. E venho sobretudo de casa: de casa das duas pessoas mais decentes que até hoje encontrei; e de casa dos amigos que me ajudaram a ser quem sou. Estes foram os sítios de onde parti. Como diz o poeta (eu):
“Para onde vou não sei/ Mas vim aqui parar/ A este triste lugar.”

Esta entrada foi publicada em Escrita automática. ligação permanente.

14 respostas a Paris-Telheiras*

  1. manuel s. fonseca diz:

    pedro, eu também gosto daqueles peixinhos todos. Bem esgalhado!

  2. Rita V diz:

    😀

  3. António Eça de Queiroz diz:

    Realmente, se Portugal tivesse mar…
    Afinal, o Cavaco é que sabe porque não temos – foi ele que o vendeu.

    • Pedro Bidarra diz:

      Tenho a convicção absoluta, uma quase certeza, que o próximo “ultimato” da nossa história vai dizer respeito à soberania do nosso mar; mais cedo ou mais tarde vão ficar com a nossa zona económica exclusiva. Como colateral da nossa dívida.

  4. Diogo Leote diz:

    Uma pergunta que me fiz durante muito tempo é se havia limites para o humor. Com o João Quadros aprendi, ainda antes dos Gato, que não, que não há limites para o humor, zonas proibidas onde o humor não possa entrar. E,mais do que isso, que o melhor humor podia vir daí mesmo, do interdito, do tabu. E fico-me por aqui, antes que ele aproveite para fazer de mim vítima do seu humor (como já fez tantas vezes). Um grande abraço para o João.

    • Pedro Bidarra diz:

      Há uma expressão que resume tudo no que ao humor diz respeito: funny beats mean.

  5. Bernardo Vaz Pinto diz:

    Entre as abróteas que vêem do tahiti ( onde não deve haver abróteas, e portanto virão e outro lado qualquer…), e as empresas “portuguesas” que já não o são, resta pouco. Resta poder ir a Madrid (agora com a crise já é mais difícil), e comer linguado português…

    • Pedro Bidarra diz:

      Olha hoje comi filetes de pescada num restaurante dos antigos. Estavam óptimos mas nem me atrevi a perguntar de onde vinha

  6. teresa conceição diz:

    Por aqui se vê como vai o mundo:
    uns bichos-peixe, que nunca calçaram sapatos, têm uma pegada ecológica maior que a nossa.

    • Pedro Bidarra diz:

      tenho uma amiga que, por uma questão de princípio, não come nada que viaje, morto, pelo ar ou pelo mar. Está cada vez mais magra.

  7. pedro marta santos diz:

    Pedro, essa do mar é uma observação assustadora, mas com grau elevado de probabilidade…

Os comentários estão fechados.