Un de toi

 O pai é hoje uma triste figura. Visto como um intruso (às vezes agressor) por tanto feminismo, olhado com desconfiança pelas vibrantes afirmações de marketing dos vários veículos de mulher, sem direito a voto face ao triunfante “o corpo é meu, faço o que quero”, já é tão raro alguém dar-lhe um mimo, uma festinha. É por isso que esta canção de Anggun sabe bem. Pela harmonia e aceitação que dela emana.

Anggun, a cantora, é uma indonésia que aos 20 anos ficou francesa. Apresentou-ma Patrick Besson, o meu chroniqueur gaulês favorito. “Un de toi” é uma bela canção francesa, uma daquelas coisas que lhes sai quando se lembram que o mundo só nasceu ontem para os americanos.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

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11 respostas a Un de toi

  1. … do éter um rapper para lhe responder

  2. Panurgo diz:

    Eu despacharia o meu pai de bom grado; gostava tanto que o Cristiano Ronaldo me adoptasse. Nunca é tarde nem demais chorar, e chorar muito, pela mamã. Ou pelas mamãs.

  3. O Pai começou a levar pancada com o Freud, e depois há aquela canção do George Michael:

    http://www.youtube.com/watch?v=m_9hfHvQSNo&ob=av3e

  4. Bernardo vaz Pinto diz:

    Belo Hino Manuel, os pais e as mães merecem-no…não há pai sem mãe, nem mãe sem pai…

  5. manuel s. fonseca diz:

    Bernardo e a Anggun é gira o que dá uma certa e francesa gaieté ao hino.

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