Don Giovanni

Não sei se é, como dizem, a ópera das óperas… A prodigiosa abertura de Don Giovanni foi escrita por Mozart, conta-se, na véspera do ensaio geral. Ao todo, quatro meses de trabalho, resultado de uma encomenda do teatro Nacional de Praga.

Escrita à velocidade ditada pelo mecenas, Don Giovanni é, numa inenarrável síntese de comédia e drama, o triunfo (saudado por um coro de demónios, bem entendido) de um sedutor amoral e de desenfreada sensualidade. “Ininterrupta perfeição”, disseram e é o que se ouve na abertura, aqui dirigida por James Levine. Ou de como a obra-prima nasce da urgência e da desembestada encomenda.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

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3 respostas a Don Giovanni

  1. Bernardo Vaz Pinto diz:

    Manuel não sendo um conhecedor aprendi a gostar de ópera com Mozart, e devo dizer que por lá fiquei e continuo a voltar. Na altura tinha as óperas em cassetes ( ainda guardo) e eram necessárias 3 cassetes para toda a obra. De todas D.Giovanni e a Flauta Magica são as favoritas, e que duas grandes aberturas! Só o Requiem se equipara em densidade musical, que nos dedos e na mente de Mozart é o resultado de melodias simples magistralmente interligadas. Que grande música!

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