O Quarto Estado

Il Quarto Stato – Giuseppe Pellizza da Volpedo
(olio su tela – 293×545 cm)
Museo del Novecento, Milano

Porque os agora anafados e distraídos se podem voltar a zangar.
Porque me parece ouvir já ao longe um bestial rugir de leões.
Coragem! De penas em riste avancemos. Em frente! Sem medo!
E vejamos onde esta nossa infinita tristeza nos leva.

Sobre Vasco Grilo

Quando era rapazola dei demasiadas cabeçadas com a minha pobre caixa de osso. Hoje, como deliciosa consequência, encontro a minha razão intermitente como uma rede WI-FI, sem fios nem contrato fixo. Por vezes suspeito que a minha alma seja a de um velho tirano sexista e sanguinário, prisioneiro no corpo perfumado e bem-falante de um jovem republicano. Mas talvez eu seja só é um bocado sonso. A cidade para onde me mudei no final do século passado chama-se Aerotrópolis. Daqui partem todas as estradas e para aqui todas elas confluem. Em seu redor e para minha sorte, está um mundo que é grande e ainda muito comestível. Creio que a verdadeira felicidade possa causar uma certa tristeza. E por isso e só por isso, aqui, escreverei.
Esta entrada foi publicada em Museu das Curtas. ligação permanente.

2 respostas a O Quarto Estado

  1. Escrever é Triste diz:

    Agora é que eu quero ver os meus Tristes a braços com uma multidão! Estes homens e mulheres que caminham na nossoa direcção, será que cantam, será que gritam? Há uma Tia em chamas à espera de ler as curtas dos sobrinhos…

Os comentários estão fechados.