Vou à Baixa

Vou ali à Baixa e volto já. A Baixa é longe, mas ainda bem que há aviões.

Ir ver montras aos Combatentes, ir à Baixa aos Armazéns do Minho, mas sobretudo ir comer búzios ao Amazonas ou um quarto de cassata ao Baleizão, ir à praia à Ilha. Dei a vida por gestos desses. E isso é que é heroísmo, não é lá andar a atazanar a cabeça de qualquer cristão com fracturas e outras formas de sei lá o quê, e não me peçam para entrar em pormenores que hoje não estou para me chatear.
Mas porque é que na pop de língua inglesa é tão fácil cantar estes prazeres parvos essenciais a qualquer ser humano que se preze? Não desdenho a Petula, mas comecei a gramá-la muito mais, à brava, quando ouvi a canção no filme da Jolie e da Winona.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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5 respostas a Vou à Baixa

  1. António Eça de Queiroz diz:

    Fartei-me de dançar esta música…
    O Baleizão! Salta uma girafa!

  2. Olha que a pop em francês is better, na próxima meto a nossa portuguesa de sucesso em França, não, não se chama Cristiano Ronaldo, por isso talvez poucos a conheçam, por enquanto, aqui fica Léo Ferré melhorado:

  3. … e sobre os americanos a dançar, parecem meio desengonçados quando comparados com os indianos, a Shri Devi mete qualquer Ginger ou Astaire num saco:

    http://www.youtube.com/watch?v=awax48X8YlU

  4. são fracturas ou facturas?
    eh eh eh
    cheira-me mas é a ‘farturas’ …

  5. Panurgo diz:

    Está como os tipos dos cafés: folga à Segunda e à Terça vem com histórias de Petulas.

    Boa Viagem. Não se demore. E, acima de tudo, não tenha sede:

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