Efemérides

o esplendor utópico de Gama

É só rodar os algarismos. Em 1497, surdo aos clamores dos velhos do Restelo, Vasco da Gama zarpava da Torre de Belém em direcção ao esplendor utópico das Índias.

o segredo surdo de um OVNI

Em 1947, de ouvido em ouvido passava o segredo surdo de que um OVNI aterrara em Roswell. Navegar é preciso.

 

Aconteceu amanhã, a 8 de Julho. E ouviu-se ou há-de ouvir-se o barulho do meu dente em tua veia.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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8 respostas a Efemérides

  1. Estava a pensar se não seria gralha, e se seria “o meu dente em tua aveia”, que lhe dá um ar mais Bairro Alto, mais night portuguesa, mais amanhecer lisboeta, de um pequeno-almoço na casa de conhecida/o depois de o décimo vodka.

    O caminho marítimo para a Índia foi mais um dos grandes fiascos de que os lusos são pródigos, D. Manuel deixou um país falido ao filho, os esforços financeiros para manter a máquina militar no oriente nunca foram refletidos nos preços das especiarias, nem o podiam ser, pois nesse caso não competiria com a rota anterior. E adivinha quem pagava com os impostos e ficava pobre e tinha que emigrar? Nem se pode dizer que, do ponto de vista científico, esse caminho teve algum valor para os lusos, pois nessa altura a ciência morava na Holanda.

    E é tempo dos blues, de um injustamente desconhecido:

    • Bernardo Vaz Pinto diz:

      Com as devidas desculpas de me intrometer em discussão alheia, grande evocação do blues que é também um sentimento de uma viagem incompleta, bem trazido o Gabriel Brown, que conheço mal mas que já deixou o “bichinho” de querer vir a saber mais…

    • manuel s. fonseca diz:

      Taxi, assim como assim, se o país esteve sempre falido, é quase como se nunca o estivesse estado.
      Bom blues..

  2. Bernardo Vaz Pinto diz:

    A vida é a ressaca de uma viagem no tempo, à Índia, à lua, ao El dorado…sem navegar ficaremos submersos na poeira do tempo…

  3. manuel s. fonseca diz:

    É de nos metermos a caminho, Bernardo, e mais nada…

  4. Rita V diz:

    cumplicidade

  5. Panurgo diz:

    Os ratinhos naquelas rodas também se fartam de navegar… de progredir… sempre em alta velocidade e sem ligar nenhuma aos velhos do restelo…

  6. Portugal nunca existiu de facto, só sob aquela manta do “espírito vencedor”. E lembras do que fez o filho do D. Manuel, o João III? Não mandou o país para a frente, mandou-o para a idade média, pediu ao Papa a Inquisição (lixou-se o Gil Vicente que teve de encerrar o auto).

    E sobre o blues, se gostarem dos desenhos do Crumb, ele desenhou uma história do Patton:

    http://www.celticguitarmusic.com/patton1.htm

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