O amor é…

 
O amor é o eucalipto da escrita. Seca tudo

Sobre Pedro Bidarra

As pessoas vêm sempre de algum sítio. Eu vim dos Olivais-Sul, uma experiência arquitecto-sociológica que visava misturar todas as classes sociais para a elevação das mais baixas e que acabou por nos nivelar a todos pelo mais divertido. Venho também da Faculdade de Psicologia da clássica, Universidade Clássica de Lisboa onde li e estudei Psicologia Social e todas as suas mui práticas teorias. Venho do Instituto Gregoriano de Lisboa onde estudei os segredos da mais matemática, e por isso a mais emocional e intangível de todas as artes, a música. E venho sobretudo de casa: de casa das duas pessoas mais decentes que até hoje encontrei; e de casa dos amigos que me ajudaram a ser quem sou. Estes foram os sítios de onde parti. Como diz o poeta (eu):
“Para onde vou não sei/ Mas vim aqui parar/ A este triste lugar.”

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24 respostas a O amor é…

  1. Rita V diz:

    isso parece-me mais paixão …
    😀

  2. ana maria simões diz:

    Ó céus! Nunca pensei ler um disparate escrito por ti. Foi hoje. É este.

  3. Carlos diz:

    Se não for correspondido ou não tivermos coragem de o assumir. Deixa-nos K.O. para tudo …

  4. Acidental diz:

    Ou se tivermos medo dele!

  5. Ana Rita Seabra diz:

    Welcome back!!

  6. manuel s. fonseca diz:

    É mais um poisio… Dá-se-lhe guita e depois floresce tudo outra vez.

  7. Esperança Pinheiro diz:

    Já não bastava ao amor ser cego e louco?

    • Pedro Bidarra diz:

      Mas o eucalipto é cego… já quanto à loucura da árvore não sei, mas há aí qualquer coisa. Dá um história ou um poema.

  8. Diogo Leote diz:

    Aí, a doutrina diverge. Muitos há para quem o amor é um tónico criativo. Para a escrita e tudo o mais na vida. E pouco importa que a escrita, como diz Pessoa, seja quase toda ridícula quando se declara o amor.

    • Pedro Bidarra diz:

      Nesse caso diria eu que o tónico não seria po amor mas a ansiedade, que lhe está normalmente associada: amor ansiogénico. Eu com ânsias escrevo muito (ânsias e prazos).
      Já se o amor não é do tipo ansioso, nada feito

  9. Maria Silva diz:

    Uma forma “sui generis” de dizer que o amor lhe bateu à porta e o deixou catártico! 😉

  10. G.Rocha diz:

    Nunca tinha pensado no Amor como um Eucalipto …. sempre fui mais da opinião que o Amor é (era) o motor da vida 🙂 (se calhar, sou eu que sou romântica, ainda há “tolas” que acreditam nisso 😛 )

    • Pedro Bidarra diz:

      O problema de responder a metáfora com metáfora é que elas são todas de universos diferentes. Não há um sistema geral da metáfora ou uma lógica geral da metáfora.
      O amor eucalipto e o amor motor são de diferentes universos. Na verdade um amor pode ser eucalipto e motor. Dir-se-ia “o meu amor é um eucalipto motor” embora não perceba bem do que se trata. É a falta que faz o Sistema Geral da Metáfora

  11. Panurgo diz:

    Treta. Um tipo fica é com mãos a menos para se agarrar à caneta.

  12. Nina diz:

    Na mouche…

  13. Maracujá diz:

    Um eucalipto no topo de uma montanha muito ventosa, espero eu caro Pedro. É que o amor precisa de muita agitação, inquietude e fortes lufadas de ar fresco!

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