Até dói …

Fundação Eugénio de Almeida em Évora tem até Dezembro, uma exposição de trabalhos de Hugo Pratt.

Comecei a fazer contas:
Lisboa a Évora, está mais ou menos a 1h45m de distância.
Lisboa a Veneza, está um bocadinho mais distante de avião.
Évora a Veneza, … Oh! … Quase nada!

Ainda não tinha sido inaugurada a Casa-Museu Corto Maltese, quando lá estive em 2009, mas há 20 e tal anos tive o privilégio de conhecer a Casa-Atelier de Hugo Pratt. Uma casa que ele mantinha fechada a maior parte do ano em cima de um canal, ali para os lados de Dorsoduro.

Uma amiga comum tinha a chave e convidou-me a ir espreitar o estúdio onde ele se ‘refugiava’. Do lugar, guardo uma vaga memória, mas ainda me lembro da emoção que senti ao entrar.

Veneza é um lugar onde volto sempre que posso. Sabem quando se gosta muito de uma coisa que até dói?

Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem.
Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton.
Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque… escrever é triste.

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6 respostas a Até dói …

  1. Ah essa insuportável Veneza, de beleza labiríntica, sujíssima, fulgurante, anárquica, navegada a cânticos. Cidade de beber ao fim da tarde e jantar a noite inteira. Acho que não conheço nenhuma cidade que me dê tanta vontade de jantar.

  2. Ana Vidal diz:

    Sei, sei. Veneza, a mim, também dói que se farta.
    (embora, como ao Manuel aqui em cima, Veneza me desperte vontades… entre outras, de jantar. 🙂

  3. Há dores que serão bem vindas…ver os Tintorettos na Salut (Santa maria della..), um martini no canal….

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