Coisas que a pessoa pensa (5)

Pensamentos são a realeza das ideias. Pensamentos usam imagens, sons e palavras para serem expressos. Pensamentos vivem e viajam contigo e podem ser partilhados pelas tuas próprias palavras. Isso é coisa que não se pode fazer com uma imagem ou com um poema, mas pode fazer-se com o pensamento a eles subjacente. Arte sem pensamento é só imagens, palavras, sons, coisas. Para mim não chega.

Sobre Pedro Bidarra

As pessoas vêm sempre de algum sítio. Eu vim dos Olivais-Sul, uma experiência arquitecto-sociológica que visava misturar todas as classes sociais para a elevação das mais baixas e que acabou por nos nivelar a todos pelo mais divertido. Venho também da Faculdade de Psicologia da clássica, Universidade Clássica de Lisboa onde li e estudei Psicologia Social e todas as suas mui práticas teorias. Venho do Instituto Gregoriano de Lisboa onde estudei os segredos da mais matemática, e por isso a mais emocional e intangível de todas as artes, a música. E venho sobretudo de casa: de casa das duas pessoas mais decentes que até hoje encontrei; e de casa dos amigos que me ajudaram a ser quem sou. Estes foram os sítios de onde parti. Como diz o poeta (eu):
“Para onde vou não sei/ Mas vim aqui parar/ A este triste lugar.”

Esta entrada foi publicada em Escrita automática. ligação permanente.

11 respostas a Coisas que a pessoa pensa (5)

  1. Nina Santos diz:

    Este “coisas” faz-me lembrar a célebre frase de ÁLvaro Campos sobre F.Pessoa: novelo embrulhado para o lado de dentro.
    A ponta…onde pára a ponta?

  2. Maracujá diz:

    Pensamento … a única liberdade absoluta que conheço.

  3. Maria diz:

    Um like para Maracujá.

  4. Manuel S. Fonseca diz:

    Há uma linguagem que nos faz pensar… a linguagem forma, embrulha, empurra e… pensamos.

    • Pedro Bidarra diz:

      Mas o pensamento não é só linguagem… e também cria linguagens. Enfim circulos virtuosos

  5. Nuno Campino diz:

    epifania ou a coisa confusa de uma pessoa que pensa?

    • Pedro Bidarra diz:

      Coisa confusa talvez; , quem me dera ter mais tempo para explicar o pensamento sobre os pensamentos. Mas epifania não. É mais uma constatação e diz respeito à produção da coisa artística, das ideias.
      Uma ideia nova é uma combinação nova de velhos elementos e que se exprime de muitas maneiras. Mas nem todas têm o mesmo alcance, nem todas as ideias viajam da mesma maneira de cabeça em cabeça. As que têm mais alcance são as que t~erm a forma de pensamento, de coisa que pode ser absorvida, transformada e posta a circular ligeiramente modificada pelo seu hospedeiro.
      Se calhar ainda ficou mais confuso.
      Vamos ter que esperar pelas conferências “Escrever é Triste” para eu poder expor a coisa com mais clareza.

  6. Nuno Campino diz:

    14:40 na minha ignorância atrevida: o “compensamento” ; sem epifania, apesar das ciladas psicográficas da proposta. Sem conspurcar os seus pensamentos nem a estância balnear, é um consolo deixar o hospedeiro feliz por doença incurável… há bom tempo, ainda há vinho na mesa, há que esperar, a proposta é aceite com a boa disposição matinal

  7. Pedro Bidarra diz:

    bebamos à sua então

Os comentários estão fechados.