Dador prazer

O

Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem.
Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton.
Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque… escrever é triste.

Esta entrada foi publicada em Post livre. ligação permanente.

5 respostas a Dador prazer

  1. fernando canhão diz:

    1988, convido um amigo para jantar. Recem separado preocupava-me o tipo de alimentação que agora lhe calhava. Que não existia razão para preocupações, tinha voltado para casa dos pais, só comia coisas muito saudáveis. E tinha uma namorada, senhora casada e com uma carreira brilhante, que o levava a jantar a locais lindíssimos. O que lhe causava ainda alguma espécie, palavras dele, e passo a descrever, sempre que saiam era certo e sabido que antes de o levar de volta a casa dos pais, tinha abdicado do automóvel nas partilhas, desviava-o para o parking de Sete Rios, debaixo do viaduto, e fazia-lhe sexo oral sempre que se ouvia o rugido dos leões em cativeiro.

    • Leva-me a crer que o seu amigo evitou sempre as noites de Lua Cheia.
      🙂

      • fernando canhão diz:

        De modo nenhum, já não queria outra coisa. Complicado foi quando mudou de namorada, uma advogada ainda escaldada por o ex-marido durante a semana santa a ter levado para swingers em Sevilla.

  2. de como acender e apagar velas… lindo serviço, Rita.

Os comentários estão fechados.