Definitely a place anyone could call home…

Agora ando pelas curtas…
Esta é uma espécie de palimpsesto animado, e pretende ser a memória visual difusa do que foi uma breve viagem no nosso amado país.
Bem, aqui foi só Lisboa e arredores, e o autor, um americano chamado Matthew Brown que quer fazer agora um filme sobre um Portugal todo faz a respectiva advertência, claro está.
É bem curta, mas não deixa de ser interessante.

«I was asked to go to Portugal to make a video for somebody as a memory of where they lived. They took me to these places because they resonated past memories for them. This is not meant to represent all of Portugal (obviously the whole of Portugal is very diverse and wondrous in every corner of its borders), this is just one person’s memory of it. We did not leaving the surrounding area of Lisbon because there wasn ‘t enough money to travel around the entire country. If you are upset that I didn’t shoot the entire country then you should sponsor me to fly back there and make a video of the entire country. I would be delighted to 🙂
I loved every moment of being in Portugal. Definitely a place I could call home.»

Acho que se percebe nas imagens esta última ideia.

Shot and edited by Matthew Brown
Music – “Sarajevo” by Max Richter

Sobre António Eça de Queiroz

Estou em crer que comecei a pensar tarde, lá para os 14 anos, quando levei um tiro exactamente entre os olhos. Sei que iniciei a minha emancipação total já aos 16, depois de ter sido expulso de um colégio Beneditino sob a acusação – correcta – de ser o instigador dum concurso de traques ocorrido no salão de estudo.
E assim cheguei à idade adulta, com uma guerra civil no lombo e a certeza de que para um homem se perder não é absolutamente necessário andar encontrado.
Tenho um horror visceral às pessoas ditas importantes e uma pena infinita das que se dizem muito sérias. Reajo mal a conselhos – embora ceda a alguns –, tenho o vício dos profetas e sou grande apreciador de lampreia à bordalesa e de boa ficção científica.

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6 respostas a Definitely a place anyone could call home…

  1. Rita V diz:

    António, simplesmente maravilhoso.

  2. tanto mar, tanta cor, tanta gente diferente, é preciso que alguém nos lembre todos os dias do lado bom, do mau sabemos nós melhor…muito interessante

  3. Mas é preciso mesmo, Bernardo, pensei exactamente o mesmo (embora eu saiba que vivemos no país mais bonito do Mundo)

  4. Manuel S. Fonseca diz:

    No país que este país parece podia viver feliz.

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