Os Beatles

há sempre um ponto sem nó e sem dó

Ninguém, nem a Triste Escrever, falou dos Beatles. Falo eu. Gosto do coração da velhinha e solitária “Eleanor Rigby”. Há uma curva, “lives in a dream” canta o McCartney, em que me espalho sempre, sentimental que sou.

Mas como quem leva uma, deve dar duas: “Across The Universe” e “Fool on the Hill” ficam já aqui para oferta. Como se dá o caso de não haver duas sem três, também me farto de gostar da “Lucy in the Sky with Diamonds”, que talvez seja no “Sgt. Peppers” a minha eleita.

Quando pela primeira vez ouvi “Sgt. Peppers”, embora não o soubesse exprimir, o que hoje penso que pensei foi que The Beatles, depois do que ali tocavam e cantavam, tinham chegado a um “ponto sem regresso”. Superaram-se ainda algumas vezes, mas a marca da diferença e daquele caminho único, perdeu-se por impossibilidade criativa ou por dispersão afectiva.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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15 respostas a Os Beatles

  1. Rita V diz:

    «Fool on the Hill» a minha preferida

  2. Panurgo diz:

    A escolher um álbum, escolheria o Revolver. É sagrado.

  3. Carla L. diz:

    Gosto deles e por influência dos meus professores do colégio.Tive um professor de música, mais precisamente de flauta doce, que nos colocou tocando The Fool on the Hill numa festa de encerramento, lá nos anos 70 e qualquer coisa. A professora de inglês nos fazia traduzir suas letras.Beatles era praticamente uma disciplina.E eu sou grata à eles!

  4. Nem lhes concedo nenhuma atenção, enquanto não admitirem publicamente que, o Lennon / McCartney que aparece como autores das canções, é de facto um pseudónimo de Ringo Starr.

    A capa do St. Peepers é uma bonita conceção de Robert Fraser, que nos anos 50 era oficial dos King’s Riffles, e de quem constava o rumor que tivera uma relação amorosa com Idi Amin

    e por falar em dada, outros interpretaram melhor o que os Beatles apenas tocaram:

  5. E a prova de que Ringo era o génio do grupo, (que isto não é só Que se lixem os Beatles, como diria Passos Coelho):

  6. E agora longe dos Beatles, e de uma lista de grandes versos, bom, melhores que os da moura encantada de Belém, de seu nome Vasco Graça. Aqui de Almodóvar e o seu amigo Fabio, amigo, amiga, algo nessa zona:

    “Le llamaré Lúcifer, le enseñaré a criticar / le enseñaré a vivir de la prostitución / le enseñaré a matar / ah si, voy a ser mamá”

  7. E o White Album ? Happiness is a Warm Gun, Sexy Sady! E claro o hino de Harrison “While my guitar gently weeps”…

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