Quando for meia-noite

Eu, a Escrever, Triste, tal como o João Cóias me viu

 Por causa  disto, o que eu já tive, Triste, de ouvir da Rita tão triste e do triste Manuel. Que me tinham contado tudo há meses e, lailailai, que eu, Triste Escrever, entre cortinados, sanefas e chaise longue, sou mais teoria da conspiração do que o alegre Noam Chomsky…

Confesso, sabia. Mas, se depois do último retrato que o João Cóias tão bem me desenhou, vou voltar a mudar lá em cima de imagem, é preciso que um módico de dramaturgia acompanhe a chegada do artista, da obra do artista e a entrada desta Triste artisticamente de novo retratada.

É hoje, à meia-noite. Prometi e não posso dizer-vos quem é.  Com enlevo, olhos meio-fechado, espero.

Sobre Escrever é Triste

O nome, tiraram-mo de Drummond. Acompanho com um improvável bando de Tristes. Conheço-os bem e a eles me confio. Se me disserem, “feche os olhos”, fecharei os olhos. Se me disserem, “despe-te”, dispo-me.
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2 respostas a Quando for meia-noite

  1. Rita V diz:

    A promise is a promise

  2. fernando canhão diz:

    Newspapers thrive on bad luck and calamity. In 1906, it didn’t pay to be in Toulon, France, according to these reports:
    During a pleasure outing in an ill-famed neighborhood of Toulon, Brigadier Hory, of the 3rd Colonial, was stabbed to death.
    Marie Jandeau, a pretty girl known to many citizens of Toulon, died by suffocation last night in her room, on purpose.
    Stoker’s mate Jules Pietri, of the Algésiras at Toulon, got himself caught in machinery, which mutilated him.
    What?! Children perched on his wall?! With eight rounds M. Olive, property owner in Toulon, forced them to scramble down all bloodied.
    Félix Fénéon

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