Vai mudar, mudança

Foi uma brisa que mexeu as cortinas e, seria a voz grave do Pedro Bidarra, um sussurro macio da Teresinha, um judicioso comentário do Diogo, sei que ouvi o rumor da palavra mudança. Mudar, devem ter dito. O vento passou, as cortinas deslizaram de novo e afogaram o som como a mão da cozinheira afoga o pescoço do ganso.

Mudam, mudo, vai mudar, que mudança, a do tempo, a das vontades, muda Triste. Será hoje… à meia-noite? Muda, mudam, como clorofila no ramo de uma árvore?

Sobre Escrever é Triste

O nome, tiraram-mo de Drummond. Acompanho com um improvável bando de Tristes. Conheço-os bem e a eles me confio. Se me disserem, “feche os olhos”, fecharei os olhos. Se me disserem, “despe-te”, dispo-me.
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