A anti-Cinderela

Não é que eu não seja uma Tia conservadora. Mas sou uma conservadora anti-Cinderela. Se, à meia-noite, para Cinderela toda a magia se desfazia, para mim é à meia-noite que dia e noite começam. Hoje, também. Quando for meia-noite, vou correr, saltar e deixar o cristal do meu sapato lá em cima e cá em baixo. Um sapatinho no banner, novinho em folha, um sapatinho cá em baixo, num lindo post que há-de aparecer.

Porque é que eu consigo ser assim, ubíqua, e perder ou ganhar sapatos, ao mesmo tempo, em sítios diferentes? Porque tenho muitas fadas-madrinhas. Artistas as duas, varinha de pintar uma, de escrever é a varinha da outra.

Vão já ver, quando for meia-noite.

Sobre Escrever é Triste

O nome, tiraram-mo de Drummond. Acompanho com um improvável bando de Tristes. Conheço-os bem e a eles me confio. Se me disserem, “feche os olhos”, fecharei os olhos. Se me disserem, “despe-te”, dispo-me.
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4 respostas a A anti-Cinderela

  1. Ivone Costa diz:

    Que bom, Tia. Há lá coisa melhor do que um sapato que sirva no nosso pezinho?

  2. Manuel S. Fonseca diz:

    A Tia é uma atleta desvairada. Dá saltos de Naide Gomes. Não admira que seja uma espalha sapatos.

  3. Maria do Céu Brojo diz:

    Magnífica a surpresa que o virar de sexta trouxe.

  4. belíssima introdução

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