o pulmão rico da Europa

 

Aviso já que não sou muito destas cobóiadas, mas não desgostei da ideia de um neues Proleteriat vir cantar a Oslo o “Coro dos Escravos Hebreus” do Nabucco que Verdi, o tão entertaining Giuseppe, inventou, com fervor independentista. Tanto e de forma tão popular que no dia do seu funeral, espontânea, a multidão lhe cantou este “Va pensiero sull’ ali dorate”.
Neste palco de Oslo, no pulmão rico da Europa tuberculosa, o coro é mesmo de trabalhadores que construiram o décor e garantiam a limpeza e manutenção. Não sei se a Siemens gostou, mas se eu estivesse nos sapatinhos deles agradecia.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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9 respostas a o pulmão rico da Europa

  1. antes de os ouvir já os ouvia

  2. Será o inicio de uma genuína revolução cultural ? Tenho sempre medo do fantasma do Mau….mas a ideia vale por si!!!!

    • Manuel S. Fonseca diz:

      Uma revolução musical, pelo menos, com martelos pneumáticos, serrotes e picaretas nha orquestra…

  3. Maria do Céu Brojo diz:

    Primeiro, foi a pintura. Demorei nela. O texto e o vídeo, depois. Acredito, sim, numa nova ordem mundial. Ingénua? Não desminto. Mas ainda que os ciclos históricos não tenham a velocidade da Terra em múltiplas translações, chegam. Num vivemos, outros esperam do tempo o tempo.

    • Manuel S. Fonseca diz:

      Olá Maria, ouvi-la cantar no coro, com a sua voz mezzo-soprano, já é q.b. Take your time, if you know what I mean,

  4. Ruy Vasconcelos diz:

    bom, manuel, este coro neo-proletário há de ser respondido com um post. mas terá que ser depois de amanhã. que amanhã é feriado por aqui. (“independência ou morte?”) e teremos um dia de praia. com nenhuma escrita, algo para ler (vocês inclusive), muita preguiça e alguma birita.

    • Manuel S. Fonseca diz:

      Se um youtube meu obrigar sempre a um post seu, saiba meu caro Ruy que encharco a Tia de vídeos e outros supositórios… Boa preguiça, meu irmão independentista.

  5. “O coro dos escravos Hebreus” da opera NABUCCO de Giuseppe Verdi, interpetada em Olso, Noruega pelos novos escravos — mais uma vez as classes trabalhadoras — do Mundo, cada vez mais usados e abusados nas maos do Grande Capitalismo Globalis
    ta endossado por Governos das mais varaidas cores ideologicas. Gostei da musica e da coreografia…..os trajos sao diferentes obviamente; mudaram muito; sao diferentes dos usados pelos escravos judeus do antigo Egipto…porem a condicao dos escravos nao mudou, alias repete-se !

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