Os mortos e os que hão-de ser

Os mortos e os que hão-de ser são cidadãos de pleno direito. Andámos tempos de mais a violentar os direitos mais básicos dos que hão-de ser. Talvez esteja agora na altura de aprender qualquer coisa com os mortos.

Sobre Pedro Norton

Já vos confessei em tempos que tive a mais feliz de todas as infâncias. E se me disserem que isso não tem nada a ver com tristeza eu digo-vos que estão muito, mas muito, enganados. Sou forrado a nostalgia. Com umas camadas de mau feitio e uma queda para a neurose, concedo. Gosto de mortos, de saudades, de músicas que nunca foram gravadas, de livros desaparecidos e de filmes que poderiam ter sido. E de um bom silêncio de pai para filho. Não me chamem é simpático. Afino.
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14 respostas a Os mortos e os que hão-de ser

  1. Mas, Pedro, e não é tudo gente morta?

  2. Maria João Freitas diz:

    Pedro,
    Quando penso (o que acontece com frequência) nos mortos, nunca me esqueço que eles sabem mais do que nós.

    Manuel,
    Uma questão interessante com a morte é a tentativa de resposta a esta pergunta:
    somos vivos que morrem ou mortos que vivem?

  3. Alguns cantaram esses direitos, em français, por uma questão de igualdade, fraternidade e densidade e no outro lado da cidade:

  4. Rita V diz:

    um hífen separa os mortos dos vivos

  5. curioso (viv-aço) diz:

    tasse mesmo haver: mortos-vivos 😉 toma

  6. Maria do Céu Brojo diz:

    Julgo ser esse caminho, em nada despiciendo como a história prova, para a humanidade que há e virá.

  7. Tempos de mais, sem dúvida. Suponho ser essa a razão porque temos de correr tanto agora.

  8. JP Guimarães diz:

    Manuel, somos então vivos que não morrem?
    Abraço,
    João Pedro

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