Summertime

 

Summertime, por duas razões.
Antes que o Verão acabe e por ser a banda sonora certa para quem Triste escreve.
Também por, nos remotos anos 80, ter tido a sorte, um dia, de bater palmas num concerto que, sabia lá eu, estava a ser gravado, em L.A. Tocavam, piano e guitarra, Oscar Peterson e Joe Pass e com eles Dave Young, no baixo, e Martin Drew à bateria. Já consegui ouvir as minhas palmas.

Começa a ouvir-se e dispensam-se razões. Isto ouve-se por dentro.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.
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13 respostas a Summertime

  1. Carla L. diz:

    Escutei primeiro as palmas e corri prá ouvir a música.É daquelas que vale repeteco!

  2. Maria do Céu Brojo diz:

    Pelo amor à herança musical de Gershwin, “Summertime” da “Porgy and Bess” traz-me lembrança má. Revi a ópera ao estrear no Pavilhão Atlântico. A plateia horizontal que obriga a bambúrrio de sorte no assento nas primeiras filas – o convite recambiou-me para o oitavo alinhamento – e a péssima acústica, impediram-me de fruir da novidade da encenação, das interpretações que suponho belíssimas.
    Cometi a venialidade de regressos ao pavilhão e torcicolos foram inevitáveis consequências. Desisti.

    • Escrever é Triste diz:

      Querida Maria, o Pavilhão é um horror e ainda por cima ouve-se tudo duas vezes porque o som faz ricochete. Agora, para o seu pescoço já aqui tenho inscrições dos rapazes a oferecerem-se, com maciezas, para lhe tratar da cervical… Não lhe vou dizer se é o Ruy ou o Leote, o Bernardo ou o Eça…

      • Manuel S. Fonseca diz:

        Querida Escrever, mas quem é que lhe encomendou a converseta e a intrigalhada… Deixe o pescoço Triste da Maria em paz.

        • Carlos diz:

          Só os Tristes residentes é que podem inscrever-se? Se for aberta aos mirones pode desde já contar comigo, Querida Tia 🙂

      • Maria do Céu Brojo diz:

        Aceito de bom grado. Nos dias que correm, é insensato negar borlas curativas. Além do mais, confio nos talentos dos Tristes. Por aqui, dão provas bastantes.

      • «… Não lhe vou dizer se é o Ruy ou o Leote, o Ber­nardo ou o Eça…»

        – uhm!

  3. CC diz:

    Eu queria summer para sempre, sem time 🙂
    ~CC~

  4. Manuel S. Fonseca diz:

    É sempre summer e sem time onde o lugar seja nenhum. (Não sei é se isto faz algum sentido.) Seja bem regressada (hylgo que já não a via por aqui há uns tempos, estimada ~CC~

    • Ruy Vasconcelos diz:

      actually, cc was in rio. a sambar, no morro da mangueira. summertime é tremenda em qualquer estação. em am ou fm. por joplin ou lady day. com execução de filarmônica, seguindo a partitura de gershwin ou tocada pela big brother & the holding company.

  5. Vai-se o verão fica-nos a música…e já não é pouco! Sorte sua Manuel dois monstros da música numa só noite, ” de verão ” imagino…

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