Arrumam sempre a tragédia e a comédia grega lá em baixo

O Panurgo escreveu. Não aceitou apenas o meu desafio. Confessou, negou, riu, invectivou. Escreveu numa prosa culta de que a Maria Helena Rocha Pereira havia de gostar e num prosa desmedida a tocar Céline. Este texto, mistura de saber e memórias, tem dentro um mundo inteiro e já (por mais distância que finja) saudades dele.

A ler já e para juntar à Eugénia.

Sobre Escrever é Triste

O nome, tiraram-mo de Drummond. Acompanho com um improvável bando de Tristes. Conheço-os bem e a eles me confio. Se me disserem, “feche os olhos”, fecharei os olhos. Se me disserem, “despe-te”, dispo-me.
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8 respostas a Arrumam sempre a tragédia e a comédia grega lá em baixo

  1. A Tia manda, sobrinho obedece. Fui a correr ler. Confesso que não é fácil: à direita está uma fotografia em tons de branco imaculado e um acetinado pecaminoso. E despegar dali os olhos? Aquilo sim, Tia, é o tipo de imagem que anda a faltar a este blog. Depois, como descobri adiante que diz o autor, arranjei um a placa de cartão e fiz uma divisória.
    Se gostei? Um êxtase, Tia. O tipo roubou-me a Paideia e deu-me uma surra filosófica, de Empédocles a Guthrie. Se seria só uma parada citacional? O caralho, Tia (ai desculpe), é tudo sentido, defendido e vivido. Se me perguntar mais, dir-lhe-ei: é tudo para além do que as minhas fracas luzes autorizam. Como é que eu estou agora? Admirado. Ah, e admirador. (Só não percebi porque é que o tipo não juntou o Camões e o Sena ao rol dos que temos de ler em português. Se não foi esquecimento, prefiro não saber para não nos chatearmos).

  2. Panurgo diz:

    A Tia já me fez rir. Quem? A Maria Helena? É outra anedota que só a Universidade Portuguesa conseguiria produzir.

    • curioso (salvante) diz:

      E esta, hein? Com sobrinhos destes… nao sei nao: se cante, se dance ou se cante e dance até a barraca cair 🙂

    • Escrever é Triste diz:

      Veja lá Panurgo, pensei que ia gostar da Maria Helena. Vai dizer-me que não gosta das traduções dela? Que pena, não gostar. Obrigado por mter respondido ao desafio.

      • Panurgo diz:

        Não gosto. Lógico que não é uma anedota e que a senhora tem um amor muito grande pelos gregos. Mas não acrescentou nada com os seus estudos. São muito pobres. E também as traduções. Dou-lhe um exemplo, que me é caro, porque parece que o Heidegger quando ensinava Platão não saía desta frase. Ela começa a República com «Eu ontem fui até ao Pireu»; ora isto é uma má tradução; o que Platão escreve é “Eu ontem desci ao Pireu”; ela faz uma amputação ao significado, à invocação do Mito – o texto é um edifício perfeito, bem mais do que a cidade por ele sonhada. Bom, mas não me quero alongar nisto 🙂

        Ah e obrigado por me ter falado do Luís Fernando, que escreveu o amor da minha vida, e me ter mostrado essa edição do Coppleston que não conhecia, e me parece bem mais prática do que aquela que me obrigaram a ter em nove calhamaços, que eu fingia ler ehehe 🙂

  3. Maria do Céu Brojo diz:

    Li «tudinho». A escrita da Eugénia e a do Panurgo deram-me prazer. E muito.

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