Fuga

“I Am a Fugitive From The Chain Gang”, Mervin LeRoy, 1932

Numa entrevista censurada à “Variety” ( também  há dessas), o sempre polémico e truculento direitista Gore Vidal, há pouco falecido, sentenciou sobre os EUA algo que se pode aplicar a todo o mundo ocidental: “Com a América a cair aos bocados, há muito boas hipóteses de que os espectadores de cinema sejam atraídos, ou para o total escapismo (Vidal chama-lhe “Spielbergism”), em fuga da realidade dos empregos perdidos e do medo de passear na rua, ou para algo que as incomode e as faça pensar.”

Sobre Pedro Marta Santos

Queria mesmo era ser o Rui Costa. Ou sonâmbulo profissional. Se não escrever, desapareço – é o que me paga as contas desde 1991 (são 20 anos de carreira, o disco está a sair). Há momentos em que gosto mais de filmes do que de pessoas, o que seria trágico se não fosse cómico – mas passa-me depressa. Também gosto dos olhos da Anna Calvi. E das bifanas do Vítor. Aprecio um brinde: “À confusão dos nossos inimigos”. Não tenho nenhuns, só uma ternura infinita pelo azul das árvores e o amarelo do mar. E peço: digam-me mentiras.
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3 respostas a Fuga

  1. Fez-me lembrar ‘The fight-or-flight response’ originalmente descrita pelo Walter Bradford Cannon como:
    Animals react to threats with a general discharge of the sympathetic nervous system, priming the animal for fighting or fleeing.
    😀

  2. Por acaso, o escapismo sempre me fez pensar. As coristas do Berkeley, por exemplo.

  3. Não podes ver uma perninha laroca que se te disparam as sinapses, doutor. Não conhecia a citação, Rita, é muito acertada.

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