Carlos Azevedo, 1949-2012

Nem sempre as palavras conseguem ou precisam de traduzir o que sentimos mas acho que o Carlos traduziu bem o que sentia na música que deixou.

Carlos Azevedo by Miguel Valle de Figueiredo

O Miguel traduziu-o como ninguém em imagens, segundo ele:
«Muita gente não teve a sorte de conhecer o Carlos Azevedo e/ou a sua música. As gravações das suas composições, do Jazz ao Fado, passando por aquilo que se entende por música erudita estão dispersas e são piratices na maior parte dos casos. A Luisa (Ortigoso) pegou num “live bootleg”, juntou meia dúzia de imagens do Carlinhos e deixou no ‘tubo’ o que podem e devem ouvir. É o que há por agora e ” vivó velho”!!! Ele ia gostar desta piadola ou entornava-me 1/2 litro de H2SO4 por uma orelha adentro…»


“O Bobo” tinha 4 versos:

Lisboa existe
porque nós a inventamos
de cada vez que pensamos
um no outro

Esta versão de ‘O Bobo’, é o encore do concerto de Brugges em 95, sem baixo e percussão.
Agradeço à Luísa Ortigoso a sensibilidade da montagem do clip acima com fotografias do Miguel e ter-nos dado a ouvir uma gravação inédita.
Obrigada

Carlos Azevedo by Miguel Valle de Figueiredo

 Eu tive a sorte de conhecer o Carlos.

 

Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem. Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton. Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque... escrever é triste.
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14 respostas a Carlos Azevedo, 1949-2012

  1. nanovp diz:

    Não conheço, e agora será melhor dizer não conhecia…fica sempre quase tudo, vou espreitar mais.

    • Rita V diz:

      A Luísa criou uma página no facebook e um canal no Youtube. Há pouca coisa do Carlos ‘oficial’ mas vão agora tentar organizar o trabalho dele. Se espreitares tem um pouco de paciência porque vai valer a pena.

  2. Se bem percebo terá feito a música dos filmes do José Álvaro, um dos tipos mais gentis do cinema português. Nos meus tempos de crítica, gostei muito de “O Bobo”. Julgo que a música era dele. Seria? O que a Rita nos deu a ouvir, sabe bem.

  3. Fui ver, Rita. Afinal a música de “O Bobo” é do Zingaro. A do “Zéfiro” que não vi é que é do Carlos Azevedo e teve um prémio em Locarno…

  4. Não posso deixar de confessar aqui como fiquei verdadeiramente comovido com este post, que me chegou via Luisa Ortigoso.
    E aproveito para esclarecer (embora nunca tenha visto o filme) que o Bobo tinha música de vários compositores, incluindo o Carlos, sim. Dele havia pelo menos, que eu saiba, um fado, que aliás tocámos muitas vezes. E, salvo erro, também entrou no filme como actor.

  5. Maria do Céu Brojo diz:

    Não conhecia o Carlos Azevedo. Belíssimo vídeo. Obrigada.

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