Com um livro na mão

O Pedro Correia fechou aqui o ciclo. Começou, a contar livros, quando aqui contei quase 6 mil. Lancei um desafio e responderam-me.

A Eugénia dizendo-me que “Os meus livros, meus por ser, naufragados, navegaram – mesmo eu com eles, de alguma misteriosa forma, e alguém os tem e me tem neles, sem saber.

O Panurgo veio a seguir explicar que “Tem graça, porque os livros misturam-se sempre com a vida; conheci o meu melhor amigo na Almedina, aquela livraria para labregos no Saldanha; um velho professor, com mais quarenta anos do que eu, que me pediu para eu lhe passar uns livros que estavam lá em baixo...”

Agora, no seu Delito, o Pedro, sem alardes, das Conversas de Borges ao Robinson Crusoe, faz-nos visitar uma biblioteca. É uma visita carregada de ternura. “Parecia-me tão grande, a biblioteca, quando eu era miúdo. Pareceu-me hoje mais pequena quando regressei nesta romagem de saudade: mesmo assim, cheia de obras que nunca terei tempo de ler.” O Pedro retomou um texto sentido e na mão estendida traz um livro.

Sobre Escrever é Triste

O nome, tiraram-mo de Drummond. Acompanho com um improvável bando de Tristes. Conheço-os bem e a eles me confio. Se me disserem, “feche os olhos”, fecharei os olhos. Se me disserem, “despe-te”, dispo-me.
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Uma resposta a Com um livro na mão

  1. Rita V diz:

    Belo desafio Tia.

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