Desenhos Nus Poemas – iii

Não foi fácil escolher UM poema de José Agostinho Baptista. Escolhi ‘Palavras’ porque Escrever faz-se de palavras e este poema é Triste.

Neste lamento revejo a poesia de JAB.

José Agostinho Baptista in ‘AGORA E NA HORA DA NOSSA MORTE’, 1998, Assírio&Alvim ilustração by riVta

 

Sobre Rita Roquette de Vasconcellos

Apertava com molas da roupa, papel grosso ao quadro da bicicleta encarnada. Ouvia-se troc-troc-troc e imaginava-me a guiar uma mobylette a pedais enquanto as molas a passar nos aros não saltassem.
Era feliz a subir às árvores, a brincar aos índios e cowboys e a ler os 5 e os 7 da Enid Blyton.
Cresci a preferir desenhar a construir palavras porque… escrever é triste.

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14 respostas a Desenhos Nus Poemas – iii

  1. Gosto dos candelabros e salões de incenso…

  2. Ivone Costa diz:

    Já li várias vezes e cada vez gosto mais, Rita.

  3. nanovp diz:

    ( sem) palavras…

  4. Teresa Conceição diz:

    Rita,
    que bem que o poema voa e ecoa com o seu desenho. Gostei muito.

  5. curioso (espera çado) diz:

    e os anjos estarão lá nas outras estações, talvez voem à procura de lenha para a lareira do próximo in verno

  6. Maria do Céu Brojo diz:

    Lembrar o que merece. Ler e reler.

  7. curioso (ou tono) diz:

    @ Rita V diz:
    Novembro 6, 2012 ás 11:26
    a ‘espera ça’ é mesmo a última a mor­rer.
    gostei

    me 2, esperando que, ao menos por de finição, não morra, mas seja, a última a ficar…

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