Os meus retratos

Rita Vasconcellos

Gosto de me ver neste traço inaugural. Volto sempre. Hoje outra vez. Sou-lhe fiel. Conto pelos dedos as vezes que não fui.

Gracinda Candeias

A última foi quando me deixei ir na ponta de um lápis.

Vasco Araújo

 Antes, perdi-me neste perfil apolíneo.

Cristina Ataíde

 Ou no ar leve das montanhas

Ilda David

 Irresistível é entre nuvens.

João Cóias

 Perco-me num labirinto de letras.

Ana Marchand

  Ou quando volto à natureza.

Pedro Calapez

  Se houver um happening, vou.

Pedro Proença

 Vou e não sujo a saia.

cruzeiro seixas

Há, note-se, oficinas afrodísiacas.

Ana Vidigal

E se me lembrar bem, tudo começou numa festa de escola.
Em Dezembro, entre festas, quem me levará?

Sobre Escrever é Triste

O nome, tiraram-mo de Drummond. Acompanho com um improvável bando de Tristes. Conheço-os bem e a eles me confio. Se me disserem, “feche os olhos”, fecharei os olhos. Se me disserem, “despe-te”, dispo-me.
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4 respostas a Os meus retratos

  1. Rita V diz:

    Tia
    Gostei muito deste alinhamento. Rica festa. Em Dezembro tenho a certeza que a levam pela mão. Será um cavalheiro. É tudo o que posso desvendar.
    Vamos celebrar?

  2. Escrever é Triste diz:

    Não acha, Ritinha do meu coração, que em Dezembro, com o frio que está, eu bem podia dar as duas mãos? Bem sei que me vou meter em sarilhos e mal-entendidos, mas dou pela frente a mão ao cavalheiro e, por trás, a mão a uma gentil dama. A vver se me anima algum calor humano.

  3. nanovp diz:

    Que rico museu! Já se fazia uma bela “retrospectiva”!

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