01 À Mesa – com Rabindranath Tagore

OS FEIXES DE TAGORE
Tu disseste
vieste por dentro da chuva
Era Maio
Olha agora a chuva que cai
não estou no teu olhar
e a face límpida das gotas de água
escurece nas pedras do passeio

Sobre Eugénia de Vasconcellos

Escrever também é esta dor amantíssima: os lábios encostados à boca do silêncio, auscultando, e nada, esperando dele a luz que beije. É assim, pelas palavras se morre, pelas palavras se vive.
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6 respostas a 01 À Mesa – com Rabindranath Tagore

  1. Já fui lá fora ver a lua. Uma límpida gota de água no céu escuro.

  2. Maria do Céu Brojo diz:

    ‘Deo gratias’!. A perfeição existe neste post/posta(?) como noutros que aqui me prendem.

    • Eugénia de Vasconcellos diz:

      Céu, o meu rico Borges desgostava do meu querido Tagore, Deo gratias, como diz, amo os dois – e mais alguns… Se é perfeição não sei, mas a leitura é do mais perto que conheço da perfeição. Merci.

  3. nanovp diz:

    Forte e redonda como a lua, voz límpida como a chuva das suas palavras…

    • Eugénia de Vasconcellos diz:

      Ó Bernardo, muito obrigada, se limpidez houver é por contágio, de tanto gostar da poesia dele.

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