Declaração futurista

Saio de 2012 sem pena e entro em 2013 sem receio. Caramba! Hei de passar por pior, daqui a 30 anos, quando irremediavelmente velho e sem outra esperança senão a de um bisneto nascer, ou a de um raminho de acácia despontar, me vierem à memória, como hoje surgiram, versos como este: “Será loucura!… mas era/Uma alegria/Na longa e negra apatia/Daquela miséria extrema/Em que vivia,/E vivera/Como se fizera um poema,/Ou se um filho me nascera” (José Régio). Bom Ano, seus tristes.

Sobre Henrique Monteiro

Nunca fui um sedutor, embora amasse algumas mulheres hospitaleiras. Nunca fugi de um combate, mas sempre invejei quem, ao abrir as portas de um saloon, provoca pânico entre os bandidos. Tenho nas veias sangue jacobino, mas odeio revoluções e igualdades uniformizadoras. Sou pacato e desordeiro, anarquista institucional, maestro falhado, cantor romântico e piroso a quem falta tom. Sem nunca me levar a sério - no melhor sentido da palavra, acho que apenas sou um homem bom (e barato).
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4 respostas a Declaração futurista

  1. António Barreto* diz:

    Bonito…Bom ano também para si.

  2. Maria do Céu Brojo diz:

    Bem-haja pelo sentir.

  3. curioso (de cres cendo) diz:

    então sai de penado… e entra sem nada 😉
    e que a apatia desapareça
    para que a Tia floresça
    (dos pés à cabeça!)
    e nos entris teça
    (já co meça)
    oh meça
    me ç
    a

  4. Partem os tristes …tao tristes .
    ( nao tenho ” til”)
    Hum….adorei o profil, fiquei muito triste.
    Adorei o poema , e ouvi o Joao Villaret
    e fiquei basto triste.
    um ano felizmente triste,
    abraço

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