É preciso cuidado com os franceses, parte 2

 

o poeta bondoso

Há nos poetas uma bondade muito superior à dos comuns mortais. Basta ler o que o poeta Paul Éluard escreveu, já corria à solta o ano de 1950, sobre o cérebro de Estaline:

Et Staline pour nous est présent pour demain
Et Staline dissipe aujourd’hui le malheur
La confiance est le fruit de son cerveau d’amour
La grappe raisonnable tant elle est parfaite

O fruto do seu cérebro de amor? Nem sempre escrever é triste.

Sobre Manuel S. Fonseca

O meu maior medo é que a morte seja tudo às escuras sem se poder ler. Pouco interessa deixar de ser humano, desde que não deixe de ser leitor. Ler é do mais feliz que tenho. Até porque escrever é triste.

Esta entrada foi publicada em Post livre. ligação permanente.

7 respostas a É preciso cuidado com os franceses, parte 2

  1. Henrique Monteiro diz:

    Ele há muitos, entre os que foram, os que estiveram para ser e os que fugiram a tempo. Eu sou da última classe… mas não deixei nada escrito.

    • Staline não, que nunca fui consumidor (os revisas faziam-me pele de galinha), mas ao velho Mao (via paris, antes de conhecer Paris) não escapei. Disse algumas enormidades e não fiz algumas por favor dos deuses (a Vénbus do Gama?).

  2. Rita V diz:

    escondido no hipotálamo

  3. Maria do Céu Brojo diz:

    A bondade poética tem dias, épocas, e autores. A que transcreveu é de truz.

  4. nanovp diz:

    Deve ser uma defesa, e a necessidade de distribuir bondade…

Os comentários estão fechados.